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Vendas de relógios e pulseiras inteligentes "explodem" na pandemia, diz estudo

Diego Sousa
·3 minuto de leitura

A IDC Brasil, uma das principais empresas de pesquisa de mercado do território nacional, revelou nesta quinta-feira (25) que o setor de wearables — dispositivos vestíveis em geral — teve vendas surpreendentes em 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19. O estudo aponta que a preocupação com a saúde e o investimento em novos produtos para o home office contribuíram para o resultado positivo.

No total, o setor movimentou R$ 2.242.716,242. A categoria que mais vendeu, claro, foi a de relógios inteligentes e pulseiras fitness, com 1.394.857 unidades, o que representou um aumento de 81% em relação à 2019, mas o setor de fones de ouvido sem fio e integrados a outros dispositivos teve a maior alta, 284% — alcançando 569.781 de produtos vendidos.

Segundo o levantamento, o bom desempenho de vendas começou no primeiro trimestre, quando o setor registrou um aumento de até 312% quando comparado com o mesmo período de 2019. Já entre abril, maio e junho, com o fechamento do comércio e as medidas de isolamento social, as vendas diminuíram, mas continuaram em alta de até 308% ano a ano. Nos 3º trimestre, no entanto, as fabricantes reportaram índices históricos de vendas, levando os bons números para o 4º tri, disse o analista de pesquisa da IDC, Renato Murari de Meireles.

O analista aponta que vários fatores contribuíram para o crescimento agressivo do mercado de dispositivos vestíveis: a preocupação com a saúde, que estimulou os consumidores a comprarem pulseiras e relógios inteligentes que monitoram diversos tipos de atividades físicas e a saúde; e a mudança de hábito nos âmbitos profissional e pessoal, a qual migrou para as telinhas do computador e do celular.

(Imagem: Divulgação/Huawei)
(Imagem: Divulgação/Huawei)

A maior alta de vendas na categoria de relógios e pulseiras fitness ocorreu no primeiro trimestre de 2020, quando foram vendidos 319.074 unidades (+266%), enquanto o setor de fones registrou o maior número de vendas entre julho, agosto e setembro, com 1.431 dispositivos vendidos (+326%).

Foram destacados, ainda, o fechamento das fronteiras, a iniciativa de bundles — como o da Samsung, que oferece os fones de ouvido Galaxy Buds Pro na compra de um Galaxy S21 Ultra —, e a oferta de produtos no varejo como outres fatores impulsionadores de vendas, já que fomentou o mercado interno. De fato, no último ano pôde-se observar muitas empresas apostando no segmento de vestíveis, casos de Realme, Xiaomi, Apple, Samsung, entre outras.

"De modo geral, tudo conspirou a favor do mercado do mercado de wearables em 2020", diz Meireles. "Não faltou produto no varejo e ainda houve uma erosão nos preços, com produtos mais acessíveis", continua. No final de 2020, o tíquete médio de fitbands e smartphones passou de R$ 1.507 no 3º tri para R$ 1.199, em média, enquanto o de fones de ouvido saiu de R$ 814 para R$ 710.

Expectativas promissoras para 2021

Para este ano, a IDC Brasil prevê um crescimento forte, principalmente no setor de fones de ouvido graças à maior adoção do trabalho remoto. No entanto, a categoria de pulseiras fitness e relógios inteligentes também deve continuar crescendo entre os jovens e pessoas mais velhas devido aos recursos de monitoramento de saúde e atividades físicas.

A projeção para 2021 é de vendas de mais de dois milhões de unidades de pulseiras e relógios inteligentes, e de quase um milhão de fones de ouvido sem fio e com integração a outros dispositivos. "São categorias novas, com muito espaço para crescer e que vêm sendo bastante demandadas por um público adepto a estas tecnologias e consequentemente muito ofertado pela indústria, com recursos e conceitos cada vez mais aprimorados", justificou o analista.

Fonte: Canaltech

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