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Vendas no varejo dos EUA aumentam em agosto e pedidos semanais de auxílio-desemprego caem

Centro de empregos em Louisville, Kentucky, EUA

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo dos Estados Unidos surpreenderam com uma recuperação em agosto, quando os norte-americanos aumentaram as compras de veículos motorizados e fizeram mais refeições fora de casa em meio aos preços mais baixos da gasolina, mas a demanda por bens está esfriando à medida que o Federal Reserve aumenta agressivamente sua taxa de juros.

Os gastos do consumidor, no entanto, devem permanecer apoiados pela força persistente do mercado de trabalho, com outros dados nesta quinta-feira mostrando que o número de pessoas que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada caiu para o nível mais baixo em mais de três meses.

A resiliência do mercado de trabalho, somado ao aumento surpreendente nos preços ao consumidor em agosto, deve fornecer ao banco central dos EUA munição para executar um terceiro aumento consecutivo de 75 pontos-base da taxa de juros na próxima quarta-feira.

As vendas no varejo aumentaram 0,3% no mês passado. Os dados de julho foram revisados para baixo para mostrar que as vendas no varejo caíram 0,4%, em vez de permanecerem inalteradas, conforme relatado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas permaneceriam inalteradas em agosto, com estimativas variando de um declínio de 0,5% a um aumento de 0,5%.

Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, as vendas no varejo tiveram variação zero no mês passado. Os dados de julho foram revisados para baixo para mostrar o chamado núcleo de vendas no varejo aumentando 0,4%, em vez de 0,8%, conforme relatado anteriormente.

O núcleo inalterado das vendas no varejo do mês passado e a revisão para baixo dos dados de julho podem levar os economistas a reduzir suas estimativas de crescimento do PIB no terceiro trimestre, que estão em geral abaixo de 2% em taxa anualizada.

Um relatório separado do Departamento do Trabalho nesta quinta-feira mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 5 mil, para 213 mil ajustados sazonalmente na semana encerrada em 10 de setembro, o nível mais baixo desde o final de maio.

Apesar da preocupação com uma possível recessão no próximo ano devido aos custos de empréstimos mais altos, não houve um aumento nas demissões. Economistas dizem que as empresas estão acumulando trabalhadores depois de enfrentar dificuldades para contratar no ano passado, quando a pandemia da Covid-19 forçou algumas pessoas a deixar o mercado de trabalho, em parte por causa de doenças prolongadas causadas pelo vírus.

Havia 11,2 milhões de vagas abertas no final de julho, com duas vagas para cada desempregado.

(Reportagem de Lucia Mutikani)