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Vendas no varejo dos EUA caem em julho com fraqueza de automóveis

·2 minuto de leitura
Shopping King of Prussia Mall, na Pensilvânia, EUA

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo dos Estados Unidos caíram mais do que o esperado em julho, com a escassez pesando sobre as compras de veículos e outros bens, mas os gastos com serviços devem manter a economia em uma trajetória de forte crescimento no terceiro trimestre.

As vendas no varejo caíram 1,1% no mês passado, informou o Departamento do Comércio nesta terça-feira. As vendas online despencaram, depois de a Amazon antecipar o Prime Day de julho para junho.

Os dados de junho foram revisados para cima para mostrar que as vendas subiram 0,7%, em vez de alta de 0,6%, conforme publicado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma queda de 0,3% nas vendas no varejo.

A produção de veículos tem sido prejudicada pela escassez global de semicondutores. A escassez de chips também afetou a disponibilidade de alguns eletrodomésticos, como micro-ondas e geladeiras.

"Mesmo que a demanda continue forte, as vendas de veículos continuaram caindo nos últimos meses, já que a escassez de semicondutores tornou difícil para os consumidores encontrarem os veículos que desejam, independentemente do preço", disse Sam Bullard, economista sênior do Wells Fargo.

As vendas no varejo são principalmente de bens, com serviços como saúde, educação, viagens e hospedagem compondo a outra parte dos gastos dos consumidores. Restaurantes e bares são as únicas categorias de serviços incluídas no relatório de vendas no varejo.

Parte da diminuição reflete a mudança dos gastos de bens para serviços como viagens e entretenimento, com mais de 50% da população norte-americana totalmente vacinada contra a Covid-19. No entanto, o aumento nas infecções causado pela variante Delta do coronavírus pode desacelerar o "boom" de gastos.

Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços alimentícios, as vendas no varejo caíram 1,0% no mês passado, após alta revisada para cima de 1,4% em junho. O chamado núcleo das vendas corresponde mais de perto ao componente dos gastos dos consumidores no Produto Interno Bruto (PIB).

"Lembre-se de que as vendas no varejo não abrangem a maioria dos gastos com serviços e, portanto, subestimam a resiliência dos gastos gerais do consumidor", escreveram economistas do Bank of America Securities em nota.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, registraram um crescimento de dois dígitos no segundo trimestre, ajudando a elevar o nível do PIB acima de seu pico no quarto trimestre de 2019.

(Por Lucia Mutikani)

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