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Vendas no Dia dos Namorados devem ficar abaixo do pré-pandemia, diz CNC

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**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 18.04.2021 - Movimento no comércio da na rua Oscar Freire, em São Paulo.  (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 18.04.2021 - Movimento no comércio da na rua Oscar Freire, em São Paulo. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Dia dos Namorados, celebrado no sábado (12), deve movimentar R$ 1,8 bilhão, valor abaixo do observado antes da pandemia, segundo pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Em 2019, a data movimentou R$ 1,87 bilhão, segundo a entidade.

Ainda assim, o resultado deve ser encarado como positivo, avalia Fabio Bentes, economista da CNC. "É uma boa notícia visto que o comércio é um dos setores que mais enfrentam dificuldade durante a pandemia", afirma.

Segundo o economista, a data já perdia fôlego nos anos anteriores, mesmo após a retomada pós-recessão de 2014. "Tivemos um consumo andando de lado, não caiu e nem andou muito".

O carro-chefe das vendas na data é a categoria de vestuário, calçados e acessórios, que deve movimentar cerca de R$ 797 milhões neste ano, equivalente a 44% do total.

Apesar da alta, as vendas no segmento devem ficar 12% abaixo em relação a 2019, quando movimentou R$ 904,9 milhões. No primeiro ano da pandemia, o ramo amargou perdas de 43% em relação ao ano anterior.

Os presentes que mais vão sofrer neste ano são flores naturais, jóias e bijuterias e relógios de pulso. "São produtos afetados pelo câmbio, que teve alta de cerca de 10% no primeiro trimestre, e é justamente neste período que o varejo faz contratos de importação", afirma o economista.

Já Altamiro Carvalho, assessor econômico da FecomercioSP, diz que o Dia dos Namorados deve ter um impulso devido à demanda reprimida dos consumidores, ao novo período de vigência do auxílio emergencial e à antecipação da primeira parcela do 13º salário para aposentados.

"Mesmo assim, ainda há um grau de incerteza muito grande sobre como serão os próximos meses", diz.

Lauro Pimenta, conselheiro executivo do Alobrás (Associação de Lojistas do Brás), também tem expectativas altas para o dia 12. De acordo com Pimenta, nos últimos cinco anos as vendas têm crescido de forma escalonada na região, e a data pode superar o Dia das Mães.

"No Dia das Mães deste ano estava aquele marasmo, as restrições estavam mais rígidas. O diferencial deste Dia dos Namorados é que estamos com regras mais flexíveis", diz.

Com o abre e fecha, os lojistas do Brás aprenderam que não é viável fazer estoque, já que não se sabe como será a evolução da pandemia nos próximos meses, diz Pimenta. "Nós seguramos lançamentos e seguramos o repasse para o consumidor, se não vamos sair de mães vazias", afirma.

Para Luis Ildefonso, diretor institucional da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings), a data deve ter resultado melhor em relação ao ano passado, mas ele não acredita que lojistas devem traçar o comparativo, já que a comemoração aconteceu pouco tempo após o início da pandemia. "Falar que o Dia dos Namorados terá um aumento de até 29% é um paradoxo, 2020 era outra realidade", diz.

Segundo Ildefonso, antes da pandemia, o tempo médio de um consumidor nos centros de compras era de até 1 hora e 30 minutos, e passou a ser de até 30 minutos. "O consumidor aprendeu a conciliar as pesquisas online e ainda prefere fazer compras presencialmente, e usa essas ferramentas para diminuir seu tempo nos shopping", diz.