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Vendas na Cyber Monday sobem 25% para R$ 483 milhões, diz consultoria

Gustavo Brigatto

Segundo a Compre&Confie, o tíquete médio se manteve praticamente estável, reflexo da baixa variação da inflação no último ano As compras pela internet na segunda-feira depois da Black Friday, a chamada Cyber Monday, somaram R$ 483,15 milhões, aumento de 25,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Compre&Confie divulgado nesta quarta-feira.

O tíquete médio se manteve praticamente estável, reflexo da baixa variação da inflação no último ano. Os consumidores gastaram em média R$ 446,10 nas compras, variação de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Muitos usuários acompanharam os preços de produtos durante toda a Black Friday e conseguiram economizar em promoções adicionais que foram disponibilizadas pelos varejistas durante a Cyber Monday”, disse André Dias, diretor-executivo da Compre&Confie em comunicado.

Com a estabilidade no valor dos gastos, o aumento nas vendas foi resultado do aumento no número de pedidos feitos: 1,08 milhão de compras, um aumento de 24,1% em relação à mesma data de 2018.

Apesar do aumento significativo no número de pedido, o prejuízo evitado com fraudes diminuiu de um ano para outro. De acordo com a ClearSale, empresa que opera para evitar fraudes em compras, o valor de fraudes registradas na Cyber Monday deste ano foi de R$ 3,3 milhões, 29% a menos que o mesmo período do ano anterior.

Na divisão dos pedidos por região do país, o Sudeste foi responsável por 65,9% dos pedidos, sendo o Estado de São Paulo o mais relevante, com 439,9 mil pedidos, seguido pelo Rio de Janeiro (134,5 mil) e Minas Gerais (118,2 mil). O Sul representou 14,2% dos pedidos, o Nordeste 12%, o Centro-Oeste 5,7% e o Norte 2,1%. Dias destacou que, apesar da menor participação, o Norte apresentou um crescimento de 40% no volume.

A maior parte das compras foi feita por consumidores entre 36 e 50 anos (34,6% do total de pedidos), seguida por brasileiros de 26 a 35 anos (34,3%) e por aqueles de até 25 anos (17,2%). Por último, estão os consumidores com 51 anos ou mais (14%).

Entre as categorias mais compradas ficaram: Moda e Acessórios (167,2 mil pedidos), Entretenimento (101,7 mil compras), Beleza, Perfumaria e Saúde (91,3 mil), Eletrodomésticos e Ventilação (71,8 mil) e Móveis, Construção e Decoração (63,3 mil).

Na divisão por gênero, as mulheres compraram em maior quantidade, mas os homens levaram produtos mais caros. Ao todo, 52,1% dos pedidos foram feitos por elas (com tíquete médio de R$ 389,20), enquanto os 47,9% foram realizados por eles (com tíquete médio de R$ 508,00).