Vendas do comércio subiram 8,4% em 2012, apesar da crise

Rio de Janeiro, 19 fev (EFE).- O volume de vendas do comércio no Brasil cresceu 8,4% em 2012, apesar da desaceleração econômica no país provocada pela crise internacional, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A taxa de aumento das vendas no varejo em 2012 foi maior que a de 2011, quando o volume do comércio subiu 6,7%, mas menor que a de 2010, quando a expansão ficou em 10,9%, a maior em uma década.

O resultado do setor comercial mostrou que o consumo interno se manteve como o principal motor da economia e ajudou a atenuar a queda da demanda externa provocada pela crise.

O aumento das vendas impediu que a economia, que segundo as últimas previsões cresceu abaixo de 1% no ano passado - contra 2,7% em 2011 e 7,5% em 2010 - sofresse piores efeitos da crise internacional.

Apesar do bom desempenho do setor no ano passado, as vendas registraram em dezembro uma redução de 0,5% em relação a novembro, o que interrompeu uma sequência de seis meses consecutivos de elevação.

Em comparação com dezembro de 2011, no entanto, as vendas cresceram 5%.

O setor que mais impulsionou as vendas no ano passado foi o de alimentos, supermercados e bebidas, com uma expansão de 8,4% em relação a 2011.

O IBGE afirmou que as vendas de alimentos e bebidas cresceram a um ritmo equivalente ao do resto do comércio no ano passado, apesar de a inflação ter afetado principalmente estes produtos.

"Este comportamento reflete principalmente o aumento do poder de compra da população como consequência da elevação da massa salarial, tanto pela melhoria da renda como do emprego", disse o organismo estatal.

Segundo os dados do IBGE, a taxa média de desemprego no Brasil em 2012 foi de 5,5% da população economicamente ativa, a menor desde 2002. A renda média do trabalhador em dezembro chegou a R$ 1.805, 3,2% maior que a do mesmo mês em 2011.

As vendas de móveis e eletrodomésticos aumentaram 12,3% em 2012 graças ao aumento do poder aquisitivo da população, a oferta de crédito barato e a redução de impostos concedida pelo governo para ajudar estes setores a enfrentarem a crise internacional.

Também aumentaram as vendas de artigos de uso pessoal e doméstico (9,4%), de artigos farmacêuticos e médicos (10,2%) e de combustíveis e lubrificantes (6,8%).

As vendas de automóveis, motocicletas e autopeças cresceram 7,3% no ano passado, impulsionadas pelas reduções de impostos concedidas pelo governo a este setor. EFE

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