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Vendas do comércio sobem 1,8% em abril, maior alta para o mês desde 2000

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 03.05.2021 - Movimentação no comércio da região da rua 25 de Março, na regiao central de SP. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 03.05.2021 - Movimentação no comércio da região da rua 25 de Março, na regiao central de SP. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O volume de vendas do comércio varejista brasileiro subiu 1,8% em abril, na comparação com março. É a maior alta para o mês desde 2000, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado foi divulgado nesta terça-feira (8).

Com o desempenho, o setor voltou a ficar acima do nível pré-pandemia. Está em patamar 1% superior ao de fevereiro de 2020.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 23,8%. No quarto mês do ano passado, o setor havia desabado com os impactos iniciais da pandemia, que provocou fechamento de lojas.

Os números ficaram acima de previsões do mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam queda de 1% no volume de vendas ante março, além de crescimento de 18,2% frente a igual período anterior.

Com o desempenho em abril, o comércio varejista acumulou avanço de 3,6% em 12 meses. No acumulado deste ano, o setor registra alta de 4,5%.

O crescimento de 1,8% em abril foi acompanhado de taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas. As maiores altas foram registradas por móveis e eletrodomésticos (24,8%), tecidos, vestuário e calçados (13,8%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%). A única taxa negativa veio de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%).

Após o impacto inicial da crise sanitária, as vendas apresentaram retomada ao longo do segundo semestre de 2020. Contudo, o avanço da Covid-19 na largada de 2021 e a redução de estímulos à economia geraram perda de fôlego nos negócios.

O auxílio emergencial, por exemplo, só foi retomado em abril, com corte no número de beneficiários e nos valores depositados.

Desemprego e inflação em alta também desafiam o desempenho do varejo. No primeiro trimestre, o número de trabalhadores desocupados alcançou 14,8 milhões, nível recorde, conforme dados divulgados pelo IBGE no último dia 27. Já o controle da inflação é ameaçado pela pressão dos preços de alimentos, combustíveis e energia elétrica.

Diante desse quadro, o avanço da vacinação contra o coronavírus é considerado fundamental para incentivar setores como o comércio, indicam especialistas. A imunização é vista como mecanismo para reduzir restrições a atividades de empresas e elevar a confiança de consumidores.

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