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Venda de usados volta a crescer, mas há forte depreciação nas lojas

EDUARDO SODRÉ
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para cada carro novo vendido no primeiro semestre de 2019 ao menos outros quatro modelos usados foram negociados. O dado divulgado pela Fenabrave (entidade que reúne os revendedores) mostra a relevância do segmento, que deve se recuperar mais rápido do tombo causado pela pandemia do novo coronavírus. Modelos que acumularam grande volume de emplacamentos ao longo dos anos em diferentes gerações aparecem no topo do ranking. Embora haja queda acumulada de 35,1% no semestre, o mês de junho já foi positivo para o setor de veículos usados, segundo empresas que fazem intermediação de vendas. De acordo com o portal OLX, a comercialização de veículos por meio da plataforma aumentou 12,2% no mês passado em relação ao mesmo período de 2019. Na InstaCarro, startup que faz a intermediação entre consumidores e lojistas, o crescimento das negociações na comparação entre os meses de junho é de 5%. O principal motivo da expansão, de acordo com a empresa, se deve a consumidores que estão usando pouco o carro por causa da pandemia e, para reduzir os gastos e contornar a crise, decidem vender o automóvel. "Acreditamos que, nos próximos meses, o crescimento será ainda maior, já que, por necessidade, as pessoas estão mais abertas a realizar a venda do que antes da pandemia", afirma Luca Cacifi, diretor-executivo da InstaCarro. O efeito perverso da negociação para obter dinheiro rapidamente surge na depreciação: com mais gente ansiosa por vender indo ao encontro de lojistas ansiosos em recuperar as perdas, as propostas tendem a ser mais baixas. O movimento afeta também consumidores que pretendem oferecer o carro atual como parte do pagamento de um modelo mais novo. "Está dando uma diferença de mais de R$ 20 mil entre o que querem pagar pelo meu carro e o valor pedido por modelos idênticos em anúncios", diz o professor Luciano Pires, que, após nascimento do terceiro filho, pretende trocar seu Citroën C4 Cactus por um veículo mais espaçoso. Para Luciano, a pandemia dificulta a venda por conta própria, porque interfere no funcionamento dos Detrans e, por consequência, na transferência de propriedade. Ele avalia que esse ponto tem sido usado pelos lojistas, que pagam menos por saber que o comprador teve as alternativas de negociação reduzidas. O caminho feito pelo carro usado é outro fator que influencia nas cotações. Segundo o empresário e consultor de vendas Adalmo Vaz Mourão, muitos revendedores que aceitam um carro na troca não ficam com o veículo. O automóvel é passado para outro comerciante, transação desvantajosa para o consumidor. Mourão diz também que há muitos carros que viraram mico no mercado de usados: têm baixa aceitação e demoram muitos meses para serem comercializados. Entretanto, de acordo com o consultor, existem os oportunistas, que desejam obter um lucro muito elevado em qualquer transação de compra e venda. São os revendedores que tentam levar o consumidor a acreditar que seu veículo não é bem aceito e oferecem valores muito abaixo do praticado no mercado. Neste cenário, tanto quem tem pressa de vender um automóvel como os que buscam a troca precisam gastar mais tempo com a negociação e visitar diferentes lojas. No caso de venda por conta própria, é preciso consultar o Detran para ver a forma segura de fazer a transferência online de propriedade.