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Venda interna de produtos químicos de uso industrial sobe 15,7% em agosto, diz Abiquim

Stella Fontes
·2 minuto de leitura

Trata-se do melhor desempenho em 13 anos de análise, segundo a associação As vendas internas de produtos químicos de uso industrial cresceram 15,7% em agosto, na comparação anual, o melhor desempenho em 13 anos de análise, de acordo com relatório de acompanhamento conjuntural da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). A produção, por sua vez, subiu 3,21% e o consumo aparente nacional (CAN), que mede a demanda em toneladas, teve alta de 8,4%. Segundo a entidade, tanto produção quanto vendas internas de químicos tiveram em agosto o terceiro mês de resultado positivo consecutivo. Frente a julho, o índice de produção avançou 0,65% e o de vendas internas cresceu 6,96%, acumulando nos últimos três meses, de junho a agosto, altas de 29% e de 56,9%, respectivamente. Também houve melhora significativa no nível de utilização da capacidade instalada, que chegou a 78% em agosto. Esse foi o melhor resultado desde março do ano passado, com avanço de nove pontos na comparação anual. Em nota, a diretora de economia e estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, atribui o desempenho positivo à retomada da atividade econômica, à recomposição de estoques e ao início do terceiro trimestre, tipicamente o mais forte para a indústria química. O índice de preços dos produtos químicos também se acelerou. No acumulado de janeiro a agosto, a alta nominal foi de 14,69%, conforme a Abiquim. “Os preços dos produtos químicos no mercado interno estão sendo impactados principalmente pela valorização do dólar no mundo e no Brasil, além das oscilações dos preços no mercado internacional, influenciados pela alta recente do petróleo e da nafta petroquímica, recuperando parcialmente as perdas alcançadas no auge da pandemia, quando o petróleo chegou a cair para níveis inferiores a US$ 20/barril”, explica a diretora. Apesar da melhora recente, no acumulado de 2020, a produção de químicos de uso industrial no país recuou 4,8%, enquanto as vendas internas exibiram baixa de 5,5%. Já as importações subiram 16,9% no mesmo intervalo, enquanto as exportações caíram 10,1%. De janeiro a agosto, o consumo aparente teve elevação de 8,2% e a participação do produto importado sobre a demanda local foi de 44%, quatro pontos percentuais acima do verificado no mesmo período de 2019. “A recuperação da atividade traz alívio ao setor e sinaliza que o ‘fundo do poço’ parece realmente ter sido alcançado entre abril e maio”, observa Fátima Giovanna.