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Venda de imóvel cresce em São Paulo e Secovi prevê repasse de preço em 2022

·2 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO - SP - BRASIL - 25.11.2021 - 12h00: MERCADO IMOBILIÁRIO. Fachadas de prédios comerciais na avenida Paulista. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO - SP - BRASIL - 25.11.2021 - 12h00: MERCADO IMOBILIÁRIO. Fachadas de prédios comerciais na avenida Paulista. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As vendas de imóveis residenciais na capital paulista tiveram nova alta em novembro, de acordo com o relatório mais recente do Secovi-SP, que vai ser divulgado nesta quarta (12). O resultado foi 13,3% superior às vendas de novembro de 2020.

No acumulado de dezembro de 2020 a novembro de 2021, mais de 66 mil unidades foram vendidas, um aumento de 33,6% em relação aos 12 meses anteriores.

O imóvel de dois dormitórios e as propriedades com até 45 metros quadrados foram os mais vendidos e ofertados. Aqueles enquadrados nos critérios do programa Casa Verde e Amarela respondem por 42% das vendas, embora 82% das unidades lançadas no penúltimo mês de 2021 sejam de médio e alto padrão.

A queda da participação dos imóveis econômicos nos lançamentos é reflexo do repasse do aumento dos custos de produção e da inflação em dois dígitos, segundo Emilio Kallas, vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos do Secovi-SP.

Para 2022, Rodrigo Luna, presidente do Secovi-SP, afirma que projeta melhora do quadro da pandemia e vê a inflação como grande desafio do ano. "Estamos com uma mudança de parâmetros da taxa de juros por conta da pressão inflacionária. Já estamos vendo as empresas repassando aos poucos um aumento da inflação para os preços. Vamos ver um incremento de preços ao longo do ano. Agora, o déficit é muito grande. A demanda por habitação é enorme. Por causa da pandemia, as pessoas passaram a olhar o lar com outros olhos", diz Luna.

Ele prevê ainda estabilidade em relação a 2021, que foi um ano positivo de vendas. "Os grandes impactos que a eleição vai dar são no nível de investimentos de outros setores. Acaba impactando no emprego e na renda. Apesar de tudo isso, ainda temos uma economia com muitas oportunidades para que as pessoas possam continuar tendo renda para adquirir a casa própria. Ainda tem vasto mercado. A questão é precificação e voltar a trazer as margens de outros tempos", afirma.

Segundo Luna, que também dirige a Plano&Pano, há espaço para recuperar grande parte do que a inflação corroeu nos últimos dois anos e repassar aos lançamentos.

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