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Venda de geradores sobe 129% em meio a risco de apagão

·2 minuto de leitura
Torre de eletricidade vista de longe no fim da tarde
Procura pelos aparelhos que garantem energia elétrica a casas, indústrias e comércios aumentou 40%
(Getty Creative)
  • Devido à crise hídrica, venda de geradores aumentou 129,27% neste trimestre 

  • Entretanto, fabricantes do equipamento já enfrentam dificuldades para suprir a alta demanda

  • Uma opção, segundo representante da Abimaq, seria focar na produção de geradores capazes de atender às atividades essenciais da sociedade 

A procura por geradores disparou no segundo trimestre de 2021. Somente neste período, as vendas aumentaram 129,27% em relação aos três primeiros meses do ano e 26,63% mais do que nos mesmos meses de 2020. Os dados são da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

“As pessoas ficam vendo as notícias sobre possível apagão e racionamento e ficam assustadas. Ninguém quer ficar sem energia”, comenta Reinaldo Sarquez, presidente da Câmara Setorial de Motores e Grupos Geradores da entidade, em entrevista ao R7.

Neste ano, a procura pelos aparelhos que garantem energia elétrica a casas, indústrias e comércios aumentou 40% e a tendência é de que esse número continue subindo caso o país siga enfrentando escassez de chuvas.

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Entretanto, a indústria de geradores já tem enfrentado dificuldades para suprir a alta demanda de pessoas físicas a grandes indústrias. Augusto Zucollotto, diretor-geral da Generac, que fabrica os equipamentos há mais de 60 anos, disse que a fila e os prazos de entrega não param de crescer desde abril, quando começou a se falar sobre crise hídrica.

"Setembro agora é o último mês para quem quer uma unidade com potência menor comprar com a garantia de que vai receber em 2021. As indústrias, que precisam de motores mais fortes, só vão receber em fevereiro do ano que vem", explicou.

O problema, segundo ele, é que ainda há várias questões relacionadas à cadeia de suprimentos que impedem a produção rápida dos geradores. Uma delas é a falta de aço, já que o material vinha diretamente da China e o país foi o primeiro a ser afetado pela pandemia de Covid-19. Apesar de conseguir exportá-lo, a produção não voltou aos níveis normais e os preços, segundo Zucollotto, estão bem mais altos. “Agora falta também o silício, importante para as placas eletrônica”, lamentou.

Para Reinaldo Sarquez, da Abimaq, uma opção é focar na produção de geradores mais potentes, capazes de atender às atividades essenciais da sociedade. "Uma saída é a locação dos produtos, nicho que praticamente não existia na crise de 2001 e explodiu com o racionamento daquele ano", lembra o representante da associação, que completa dizendo que mesmo essas empresas começam a ter dificuldades com a falta de produtos.

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