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Venda da Amil pode movimentar entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões, projeta banco americano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma eventual venda da operadora de saúde Amil por parte do grupo controlador UnitedHealth Group poderia levar a uma avaliação de valor de mercado da companhia entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões, segundo estimativas do Bank of America (BofA).

Segundo os analistas do banco americano, o valor de mercado estimado para a companhia leva em conta negócios realizados no setor envolvendo empresas de porte similar, em termos de leitos hospitalares ou de beneficiários --no caso da Amil, a operadora conta com cerca de 2,5 mil leitos e 3 milhões de clientes.

No final da semana passada, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontou que a Rede D'or e a família Bueno (controladora da Dasa) seriam os principais concorrentes no páreo para levar a Amil.

Um cenário hipotético visto pelos analistas do banco americano como o mais provável prevê que o UnitedHealth Group pode vir a optar pela segregação dos negócios de hospital e de operadora de saúde da Amil, com uma potencial venda em separado para dois ou mais compradores.

"Para Rede D'Or e Dasa, acreditamos que esta possibilidade faria mais sentido, à medida que elas poderiam comprar os ativos hospitalares da Amil, com um possível outro comprador, como a SulAmérica ou mesmo o Bradesco, adquirindo a carteira de beneficiários", diz relatório do BofA assinado pelos analistas Fred Mendes, Gustavo Tiseo e Mirela Oliveira.

Os analistas do BofA apontam ainda que a Dasa deve ser a empresa a ficar com os ativos hospitalares, pela boa relação com os executivos do UnitedHealth Group, e porque as ambições da Rede D'Or poderiam acabar esbarrando no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), dada sua presença elevada em regiões onde a Amil já atua, como o Rio de Janeiro.

"A aquisição, se ocorrer, deve ser transformacional para a Dasa, pois ataca um dos principais problemas da companhia hoje que é a falta de liquidez das ações na Bolsa", afirmam os analistas.

Uma segunda opção traçada pelos especialistas do banco americano seria um único comprador arrematar a Amil, uma possibilidade vista, contudo, como menos provável.

"Poderíamos ver uma das maiores seguradoras brasileiras comprando todos os ativos, como especulado na mídia? Acreditamos que esta opção é remota, dado o tamanho da potencial aquisição em um setor de rentabilidade limitada."

Em dezembro de 2021, a Amil já havia solicitado à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a transferência da sua carteira de planos individuais para outra empresa.

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