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Vencimentos devem acelerar emissões de junk bonds por emergentes

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- As emissões de títulos de grau especulativo nos Estados Unidos por empresas de mercados emergentes devem manter o forte ritmo com cerca de US$ 72,7 bilhões dos chamados junk bonds com vencimento no próximo ano, o que promete estimular uma onda de refinanciamento.

A escala desses pagamentos é quase o dobro do que as empresas devem neste ano e lhes oferece um forte incentivo para aproveitar as baixas taxas de juros dos EUA para estender os vencimentos dos títulos.

Isso poderia acelerar o que já é uma onda recorde de emissões nos EUA por empresas de mercados emergentes abaixo do grau de investimento, que venderam um recorde de US$ 74,1 bilhões em dívidas denominadas em dólares este ano, segundo dados compilados pela Bloomberg. Mais companhias planejam novas emissões no segundo semestre, pois a recuperação econômica dos EUA aumenta o risco de que as taxas de juros subam em relação aos níveis atuais, perto de mínimas históricas.

No mercado de junk bonds dos EUA, emissores estão refinanciando no ritmo mais rápido em 20 anos, de acordo com um relatório do Barclays. Os rendimentos médios dos junk bonds estão na mínima histórica de 3,53%, com investidores ainda em busca de retornos. Os rendimentos na faixa CCC, a parte mais arriscada do mercado, caíram para outra baixa recorde de 5,15%, queda de 44 pontos-base, a maior baixa intradiária em quase oito meses.

“Por enquanto, as emissões de alto rendimento nos EUA estão em uma boa fase, o que é muito indicativo da demanda por empresas em mercados emergentes e na América Latina”, disse Max Volkov, responsável por mercado de capitais de dívida da América Latina no Bank of America. “Se o buy-side gosta de comprar crédito e gosta apostar no alto rendimento, é bastante provável que as condições para as empresas sejam igualmente favoráveis.”

A busca por rendimentos mais altos tornou os Estados Unidos um mercado receptivo para empresas de baixa classificação no exterior, incluindo as que tiveram dificuldade para levantar recursos no auge da pandemia.

A maior parte da dívida com vencimento no próximo ano vem do setor financeiro, que responde por cerca de US$ 55,2 bilhões, seguido por emissores do segmento de matérias-primas, com US$ 4,63 bilhões, e industriais, com US$ 4,58 bilhões. Empresas chinesas, por sua vez, respondem por quase metade da dívida com vencimento no próximo ano, com US$ 34,9 bilhões, seguidas pelas brasileiras, com cerca de US$ 9,4 bilhões.

A China Evergrande, empresa imobiliária altamente endividada que foi recentemente rebaixada para “junk“ pela Fitch Ratings, com vários bancos que restringiram seu acesso ao crédito, tem cerca de US$ 3,5 bilhões com vencimento no próximo ano, mais do que qualquer outra empresa, segundo dados compilados pela Bloomberg. O Itaú Unibanco vem em segundo lugar, com cerca de US$ 2,6 bilhões.

Um representante da China Evergrande não respondeu a um pedido de comentário. O Itaú não respondeu de imediato para comentários.

A janela para emissões com juros ultrabaixos está se estreitando, disse Brian Jacobsen, estrategista sênior de investimentos de soluções de multiativos na Wells Fargo Asset Management.

“O segundo semestre pode ser um bom momento para emitir mais dívida, porque os mercados emergentes também devem experimentar crescimento acelerado e os bancos centrais provavelmente farão uma pausa”, disse Jacobsen. “O mercado deve ser capaz de absorver os vencimentos muito bem e provavelmente não exigirá uma concessão de preço massiva.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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