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Vela: Kahena Kunze ainda não consegue acreditar no ouro olímpico em Tóquio: 'A ficha está caindo'

·3 minuto de leitura
Kahena e Martine comemoram o bicampeonato olímpico (Foto: Phil Walter/Getty Images)
Kahena e Martine comemoram o bicampeonato olímpico (Foto: Phil Walter/Getty Images)

O bicampeonato olímpico da classe 49er FX em Tóquio-2020 veio para as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze, na madrugada desta terça-feira (03). Elas alcançaram essa conquista, em Enoshima, após o terceiro lugar na medal race. Apesar da pouca visibilidade, a modalidade é uma das que mais consegue somar para o quadro de medalhas brasileiro. ​O ouro da dupla foi a 19ª medalha da vela para o Brasil nos Jogos Olímpicos.

As brasileiras finalizaram a prova com um total de 76 pontos perdidos. Já o vice foi para alemãs Tina Lutz e Sussan Beucke, com 83, e as holandesas Annemiek Bekkering e Anette Duetz levaram o bronze com 88.

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A dupla chegou à final em segundo lugar empatada com as holandesas. O ventos de nove nós foi a base de sua estratégia, foi preciso largar perto da comissão e cambar para a direita da raia, desta forma elas acabaram deixando, mais a frente, as duplas da Noruega e Argentina. Depois disso as brasileiras só administraram a vantagem até chegarem na terceira posição.

- A decisão do primeiro contravento foi fundamental. Quando a gente deu o primeiro cruze, a gente viu que duas das concorrentes estavam atrás da gente. Pelo menos duas estavam garantidas...As vezes temos regatas da medalha mais disputadas, mas hoje foi mais tranquila. Depois de uma semana tão dura, foi difícil de acreditar. A ficha está caindo - disse Kahena Kunze.

Ela também comentou sobre como prefere competir apenas com a Martine na vela, já que parecem ter uma boa sintonia dentro do barco.

- Tinha uma corrente bem marcada na largada. A gente veleja bem sozinha, não gostamos de regata embolada. A Tine deu uma lida na raia antes e o truque foi manter a calma.

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HISTÓRICO OLÍMPICO

Existe uma tradição na qual a staff da Equipe Brasileira de Vela, os velejadores e treinadores carregam a embarcação da dupla, mas desta vez ela quebrou até o mastro. O que pode ser sinal de boa sorte, já que o mesmo aconteceu nos Jogos do Rio, em 2016.

- A tensão estava muito grande, nossa expectativa também. Foi uma semana dura! Foi muito parecido como no Rio. Mas estamos felizes. O nosso truque foi a calma e a experiência de jogar juntas! A gente quer inspirar mais meninas a praticar a vela - explicou Martine Grael.

Essa não foi a primeira vez que as duas fizeram história, em 2009, o primeiro resultado foi no Mundial da Juventude onde a dupla ganhou o ouro na classe 420. Mas foi em 2016, que o pódio olímpico chegou, na classe 49erFX nos Jogos Olímpicos do Rio, as meninas conquistaram a medalha de ouro.

- Gostaria de parabenizar a equipe da CBVela. Essa medalha é fruto do trabalho de vocês. Parabéns a toda equipe e espero que esse trabalho renda medalhas. A equipe de terra nossa é irretocável e as meninas corresponderam - disse o presidente da CBVela, Marco Aurélio de Sá Ribeiro.

A vela brasileira somou a oitava medalha em Olimpíadas e conseguiu ser a modalidade com maior número de ouros nos Jogos Olímpicos. O Brasil contabiliza mais três pratas e oito bronzes. Vitória importante também para a Família Grael, pois é a sua nona medalha em Jogos Olímpicos, somando as duas de Martine, as duas de Lars Grael e as cinco de Torben.

- É uma satisfação constatar que a paixão pela Vela e a cumplicidade com o vento se perpetuam na família - disse Lars Grael, que fez a transmissão da regata da medalha ao vivo pela TV Globo.

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