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Velório de Maradona na Casa Rosada tem aglomeração e tumulto

SYLVIA COLOMBO
·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 04.09.2013 - Diego Maradona durante evento em SP. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 04.09.2013 - Diego Maradona durante evento em SP. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPPRESS) - Milhares de pessoas já esperavam para entrar na Casa Rosada, sede do governo argentino, às 6h desta quinta-feira (26), quando as portas do edifício histórico se abriram para receber os fãs de Diego Armando Maradona.

O ex-jogador morreu na quarta (25), após não resistir a uma parada cardiorrespiratória. Mais de 1 milhão de pessoas são esperadas no velório, que criou filas enormes nas ruas de Buenos Aires.

As tentativas de manter o distanciamento social por conta da pandemia do coronavírus e a organização da entrada dos admiradores fracassaram logo de cara. Havia grades de metal para tentar conter o volume de gente, mas elas eram constantemente derrubadas, porque alguns queriam passar adiante dos outros.

Muitos desses fãs haviam passado a noite entre o Obelisco e a Praça de Maio, onde foram realizadas as homenagens na quarta, e vários estavam embriagados.

Com bastante esforço, seguranças conseguiam convencer que alguns pelo menos colocassem a camiseta e a máscara antes de entrar no recinto.

Houve focos de confusão, e a polícia, com equipamento de choque, chegou a intervir para dispersar.

Na fila, ainda do lado de fora, havia momentos de cantoria, choro, pessoas que chegavam abraçadas, famílias, pais com filhos.

Do lado de dentro, bem mais controlado, o caixão com o corpo de Maradona está no salão interno, fechado e coberto com uma camiseta da Argentina de número 10 e outra do Boca Juniors.

As pessoas passam rapidamente diante dele e gritam: "Obrigada, Diego", "Você é Deus", além de jogarem camisetas de vários times, terços e outros objetos.

Pouco antes de abrirem as portas para a multidão que já estava na Praça de Maio desde o dia anterior, a família do ídolo se despediu dele numa cerimônia privada, à qual os jornalistas não tiveram acesso.

Estavam presentes sua ex-mulher, Claudia Villafañe, suas filhas mais velhas Dalma e Giannina, e também sua companheira mais recente, Veronica Ojeda, com o filho mais novo, Dieguito Fernando, além da outra filha do ex-jogador, Jana Maradona. Apenas um dos filhos reconhecidos, Diego Júnior, não compareceu, por estar na Itália, em tratamento médico por conta do coronavírus.

Também compareceram alguns ex-jogadores que foram companheiros de Maradona -Oscar Ruggeri, Sergio Batista e Jorge Burruchaga- e alguns ídolos argentinos mais recentes, como Carlos Tévez, Martín Palermo e Javier Mascherano.

Toda a vizinhança da sede do governo está cercada, a mais de seis quarteirões, e com forte presença policial. A bandeira argentina localizada no meio da Praça de Maio está a meio-pau, em sinal de luto.

A cerimônia está prevista para ocorrer até as 16h. Depois disso, seu corpo será levado ao cemitério de Bella Vista.