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Veja a trajetória da relação Brasil-EUA no governo Bolsonaro

BRASÍLIA, DF, 02.12.2019 - JAIR-BOLSONARO-DF - O presidente Jair Bolsonaro participa de um evento da Caixa Econômica Federal realizado no Hotel Royal Tulip, em Brasília, nesta segunda-feira (2). O Banco apresenta ações realizadas em benefício das pessoas com deficiência, incluindo clientes e empregados. (Foto: Mateus Bonomi/Agif/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O anúncio de que os EUA vão retomar as tarifas sobre o aço e o alumínio que chegam do Brasil e Argentina pegou de surpresa o governo brasileiro.

Desde a manhã desta segunda-feira (2), integrantes do governo Bolsonaro foram escalados para contatar a Casa Branca e o Congresso americano e tentar entender as razões que estimularam a decisão de Trump. 

Ao longo do ano, a relação entre Bolsonaro e Donald Trump foi marcada por concessões na agricultura troca de apoios frustrados, como a participação do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Confira:

RELAÇÃO BRASIL/ESTADOS UNIDOS NO GOVERNO BOLSONARO

As concessões do Brasil aos EUA

- Trigo

O Brasil aceitou abrir uma cota, livre de tarifa de importação, de 750 mil toneladas do cereal dos EUA.

- Etanol

O governo Bolsonaro elevou para 750 milhões de litros uma cota de importação anual de etanol americano sem tarifa. A vota anterior era de 600 milhões.

- OMC (Organização Mundial do Comércio)

O Brasil aceitou abrir mão do tratamento especial diferenciado ao qual tinha direito na Organização Mundial do Comércio por ser se declarar um país em desenvolvimento.

- Vistos

O governo dispensou o princípio de reciprocidade e passou a aceitar a entrada no Brasil de turistas americanos sem a exigência de visto. A medida também beneficia cidadãos do Canadá, da Austrália e do Japão.

As concessões (ou não) dos EUA ao Brasil

- OCDE

Donald Trump declarou apoio ainda à candidatura do Brasil para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, uma espécie de clube dos países ricos. No entanto, uma carta do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, divulgada em outubro defendendo a entrada apenas da Argentina e Romênia causou mal-estar em Brasília. O incômodo fez com que Pompeo fosse ao Twitter e reafirmasse o endosso à candidatura do Brasil.

-Otan

Trump designou o Brasil como aliado preferencial extra-Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O status facilita a compra pelo Brasil de tecnologia militar e armamentos dos EUA.

- Carne

Em novembro, os EUA negaram a abertura de seu mercado para a carne bovina in natura do Brasil, pleito que estava incluído nas negociações de uma parceria estratégica acertada com Trump.