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Veja o trajeto já percorrido pelo rover chinês Yutu-2 no lado afastado da Lua

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Lançado no final de dezembro de 2018 com a missão Chang’e 4, que chegou ao lado afastado da Lua em janeiro de 2019, o rover Yutu-2 já ultrapassou a marca dos 600 dias em nosso satélite natural. Enquanto investiga a superfície lunar, a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, tem ficado de olho nele. Agora, novas imagens revelam o caminho que o rover já seguiu ao longo de 22 meses de trabalho científico.

O Sol iluminou a cratera Von Kármán em 7 de dezembro, o que significa que o rover Yutu-2 e o lander, alimentados por energia solar, estiveram ativos no dia 9. Segundo informações do Programa Chinês de Exploração Lunar (CLEP), o rover finalizou seu dia lunar de trabalho em 22 de dezembro — considere que cada dia lunar dura, aproximadamente, duas semanas na Terra. Assim, ao longo do 25º dia lunar, o Yutu-2 se deslocou por cerca de 10 dias, que se soma a uma distância total de cerca de 600 metros de exploração no lado afastado da Lua.

Animação com a sequência das imagens feitas pela LRO, que mostra o progresso da missão (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)
Animação com a sequência das imagens feitas pela LRO, que mostra o progresso da missão (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)

Essa jornada foi demonstrada em imagens combinadas pela equipe responsável pela câmera da LRO. A animação acima começa pouco antes do pouso histórico da Chang’e 4, e vai até os dias lunares mais recentes, mostrando o progresso que o Yutu-2 vem fazendo pela cratera. O rover segue se deslocando na direção noroeste do lander, e enfrenta diversas crateras da paisagem lunar.

A Chang’e 4 foi a primeira missão a pousar no lado afastado da Lua, com o objetivo de investigar a composição da cratera Von Kárman, além de explorar o interior lunar com um radar e observar o que há em nossa galáxia por meio da radioastronomia de baixa frequência. Recentemente, a câmera da LRO também flagrou o módulo de pouso da missão Chang’e 5. Lançada no final de novembro, essa missão coletou e trouxe amostras de solo lunar para a Terra.

Fonte: Canaltech

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