Mercado fechado
  • BOVESPA

    105.069,69
    +603,45 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.597,29
    -330,09 (-0,65%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,22
    -0,28 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.782,10
    +21,40 (+1,22%)
     
  • BTC-USD

    49.119,61
    -3.986,14 (-7,51%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.367,14
    -74,62 (-5,18%)
     
  • S&P500

    4.538,43
    -38,67 (-0,84%)
     
  • DOW JONES

    34.580,08
    -59,71 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.122,32
    -6,89 (-0,10%)
     
  • HANG SENG

    23.766,69
    -22,24 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.029,57
    +276,20 (+1,00%)
     
  • NASDAQ

    15.687,50
    -301,00 (-1,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3953
    +0,0151 (+0,24%)
     

Foto mostra o "lado escuro" de Plutão, iluminado pela lua Caronte

·3 min de leitura

Em 2006, a NASA lançou a sonda New Horizons com destino a Plutão e, após quase uma década de viagem, ela chegou ao planeta-anão, fazendo imagens de pertinho da superfície de Plutão e de suas luas. Agora, uma equipe de pesquisadores lideradops por Tod Lauer, do National Optical Infrared Astronomy Research Lab, conseguiu completar o álbum de fotos deste mundo distante — com algo a mais. Com uma pequena ajuda da lua Caronte, eles incluíram também registros do “lado afastado” de Plutão, a parte que não recebe luz solar e que dificilmente pode ser observada.

A New Horizons sobrevoou Plutão em 2015 e, antes de deixar o planeta-anão, fez alguns registros de seu lado afastado do Sol, permanentemente escuro para nós. Como a luz do Sol vinha de trás de Plutão, sua atmosfera nebulosa apareceu iluminada nas imagens, como se fosse um anel brilhante envolvendo o lado escuro do planeta-anão. Assim, a sonda conseguiu observar o hemisfério sul do planeta, que tinha apenas uma iluminação fraca refletida pela superfície gelada de Caronte, sua maior lua. Mas, mesmo sendo fraca, a “luz de Caronte” foi suficiente para os pesquisadores descobrirem detalhes do hemisfério sul de Plutão. “Em uma coincidência surpreendente, a luz de Caronte incidindo em Plutão é parecida com a da Lua na Terra, na mesma fase cada uma”, explicou Tod Lauer, astrônomo e principal autor do estudo.

O lado escuro de Plutão iluminado por um anel de luz, dispersada pela atmosfera enevoada (Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins APL/Southwest Research Institute/NOIRLab)
O lado escuro de Plutão iluminado por um anel de luz, dispersada pela atmosfera enevoada (Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins APL/Southwest Research Institute/NOIRLab)

O trabalho de recuperação dos detalhes da superfície de Plutão não foi fácil. Quando um dos instrumentos da New Horizons observou o planeta-anão, acabou registrando a luz dispersada do Sol, que produziu um padrão complexo de luz quase mil vezes mais forte que o sinal produzido pela luz refletida por Caronte. Para completar, a névoa atmosférica acabou superexposta, produzindo ainda mais informações adicionais nas imagens. Após combinar 360 imagens do lado "escuro" de Plutão e outras 360 feitas com a mesma geometria, mas sem o mundo aparecendo, eles conseguiram uma imagem final sem os artefatos extra, somente com a luz refletida por Caronte.

O resultado é um mapa que, embora tenha um pouco de ruído digital, mostra formações que se destacam nas sombras da superfície de Plutão. Entre algumas regiões e formações que se destacam, está uma região crescente no oeste que não recebeu luz solar ou refletida pela lua, e uma grande área brilhante entre o polo sul de Plutão e seu equador. Os autores suspeitam que, talvez, este local seja um grande depósito de nitrogênio ou metano congelado, parecido com o “coração” no lado oposto do planeta-anão. Já o polo sul e a região ao redor dele parecem estar cobertos por um material escuro, em contraste aos compostos que formam a superfície clara do hemisfério norte.

Uma possibilidade é que essas características sejam uma consequência de Plutão ter acabado de passar pelo verão do hemisfério sul, encerrado 15 anos antes do sobrevoo. Assim, é possível que o nitrogênio e metano congelados tenham ido do estado sólido ao gasoso, enquanto partículas de névoa escura ficaram por lá. Futuramente, os instrumentos na Terra podem verificar as imagens da equipe e confirmar se eles estão corretos, mas, para isso acontecer, o hemisfério sul de Plutão teria que receber luz solar, o que não acontecerá por aproximadamente um século. “O jeito mais fácil de confirmar nossas ideias é enviar uma missão de acompanhamento”, propôs Lauer.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Planetary Science Journal.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos