Veja os cuidados na hora de comprar moeda estrangeira

SÃO PAULO – No dia 6 de dezembro a cotação do dólar turismo estava a R$ 2,21; já na última segunda-feira (10) estava a R$ 2,13. Em período de altas oscilações no câmbio da moeda norte-americana, aliadas à alta temporada de viagens ao exterior, a procura por moeda estrangeira aumenta. É preciso tomar muito cuidado para não trocar dinheiro em qualquer “canto”, correndo riscos como aquisição de dinheiro falso, se deparando com preços fora do mercado.

O diretor-executivo do grupo Par, especializado em câmbio, Marcelo Maron, fala que a primeira dica é pesquisar sobre a idoneidade da empresa – seja ela um banco ou uma corretora de câmbio. “Principalmente se o cliente for efetuar a compra de papel moeda, é importante que ele faça isso em um local credenciado”, aconselha Maron.

Caso a pessoa deseje comprar o dólar sem intermédio de uma instituição credenciada, o melhor é que seja com uma pessoa de extrema confiança, como um amigo ou um familiar. 

Segundo ele, a quantidade de dólar falso presente no Brasil é alta e, assim, torna-se importante carregar uma caneta detectora de dinheiro falso na hora da compra de dinheiro em espécie.

Maron diz que não é mais necessário que as pessoas se arrisquem para comprar dólar em lugares duvidosos. “Hoje qualquer banco decente possui operações de câmbio, e toda pessoa que viajar ao exterior é correntista de alguma destas instituições bancárias”, afirma ele, ressaltando a importância de estar vigilante em relação ao estabelecimento que for pesquisar cotações de moeda.

Cartões

 Uma tática praticada pelos bancos e corretoras de câmbio para “segurar” clientes é oferecer um preço mais em conta para a moeda estrangeira inserida num cartão pré-pago, do que o dinheiro adquirido em espécie. “É uma maneira de fidelizar o cliente, já que o usuário ao adquirir um cartão, passa a usar somente ele e, consequentemente utiliza somente os serviços da mesma corretora/banco para recarregar o cartão, sem falar da comodidade de usar a mesma senha durante um bom tempo”.

O especialista informa que mesmo por trás destes interesses é vantajoso possuir um cartão pré-pago, principalmente por conta da segurança - por exemplo: facilidade de ser aceito em qualquer estabelecimento fora do Brasil, seguro contra roubo, além de o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ser menor que no cartão de crédito: de 0,38% sobre o valor do montante inserido nele.

"O uso do cartão pré-pago também aponta uma grande vantagem em relação à esta comum ocorrência de dinheiro falso no País".

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