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Veja como jatos de gás esculpiram objeto em forma de arco na Nebulosa de Órion

A região de Órion é uma das mais ricas do céu noturno e inclui a Nebulosa de Órion, um dos objetos mais conhecidos pelos astrônomos profissionais ou amadores. Mesmo assim, ainda há muito para aprender com este "berçário" de estrelas, e um novo estudo acaba de revelar como uma de suas sub-estruturas em formato de arco foi "esculpida" por um jato de gás.

Algumas estrelas que nascem na Nebulosa de Órion emitem jatos de gás que colidem com as estruturas ao redor em altíssima velocidade. Isso produz frentes de choque que aquecem o gás e o empurram, esculpindo objetos na forma de arco. Esses arcos são conhecidos como objetos Herbig-Haro e podem ser encontrados em muitas outras nebulosas escuras.

No entanto, os jatos de gás na Nebulosa de Orion, em particular, estão dentro de um grande campo de radiação produzido pelas estrelas mais massivas do Trapézio de Orion, um aglomerado relativamente jovem localizado no centro da nebulosa. Essa radiação aquece o gás da frente de choque e o gás que foi "empurrado" pelo jato.

O novo estudo, realizado por uma equipe internacional de astrônomos, analisou esse processo, em especial as composições químicas do jato. Isso foi possível por causa do aquecimento dos gases através da radiação do Trapézio de Órion. Assim, eles descobriram as relações entre a quantidade de gás ionizado e o formato de um objeto Herbig-Haro chamado HH204.

De acordo com o estudo, a frente de choque ganham grandes quantidades de gases de elementos pesados, como ferro e níquel. Na verdade, a quantidade desses gases aumentam em 350% em relação ao restante da Nebulosa de Órion. Além disso, há uma zona de "pré-choque" aquecida que, embora corresponda a uma fração muito pequena do gás, revela mais detalhes sobre a estrutura do objeto HH204.

Os autores ainda destacam que o objeto Herbig-Haro parece ser alimentado por várias interações com gases, provenientes de muitas direções. Contudo, a origem do objeto em si "parece estar associada a uma das zonas mais brilhantes e ricas em formação de estrelas da Nebulosa de Orion, as regiões chamadas Orion Sul", de acordo com William Henney, coautor do artigo.

Por fim, os autores explicam que o impacto desses objetos não só é importante para compreender as condições físicas das nebulosas ionizadas, como também para determinar a composição química. De certa forma, isso é importante para modelar a evolução química do próprio universo. O artigo está disponível também no arXiv.org.

Fonte: Canaltech

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