Veja cinco dicas para lidar melhor com os bancos

SÃO PAULO – Muitas queixas de consumidores são a respeito do relacionamento com seus respectivos bancos. Segundo apurou o Procon-SP, no primeiro semestre de 2011 foram 12.893 reclamações registradas. Já neste ano, foram 15.677 - um aumento de 21,5% nas queixas.

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Para o economista e autor de “Case com seu banco com separação de bens”, Humberto Veiga, a relação com o banco é como um casamento. “Assim como num casamento, quando as coisas não estão indo muito bem, usamos a expressão ‘mudar para quê? Tudo é igual, só muda de endereço’ - nos relacionamentos com os bancos ocorrem os mesmos problemas em momentos de crises”, afirma o autor em seu livro.

Segundo Veiga, o cliente precisa ser tratado com “carinho e afeto” pela instituição bancária, igualmente como num relacionamento a dois.

Selecionamos aqui cinco dicas valiosas para que você tenha uma relação melhor com seu banco:

Relacionando-se com seu gerente
É importante saber aproveitar as funções do gerente bancário. Veiga diz que por conta da abundância de tecnologia com call centers e costumer services, os usuários passaram a buscar menos o gerente. “Isso não deveria ser assim. Um bom gerente pode ser a ‘salvação da lavoura’”, comenta o especialista, que aconselha os clientes a procurarem conhecer o seu gerente. “Tire um tempinho e vá até a agência, mas lembre-se de que ele tem de ganhar dinheiro para o banco, senão perde o emprego”, fala.

Controlar a ansiedade
Veiga diz que o crédito é uma máquina do tempo, fazendo com que coisas que somente poderiam ser realizadas ou adquiridas no futuro sejam feitas hoje. O crédito é um serviço financeiro e não um simples produto, então é necessário muito cuidado para levá-lo para casa, principalmente em relação à ansiedade que muitas pessoas carregam. “Você tem que pesquisar onde ele é mais barato e quais são as opções para conseguir recursos baratos”, orienta ele.

Investimentos
As leis defendem os usuários, afirmando que os bancos devem oferecer o que há de melhor para o cliente e não focar nos interesses da própria instituição, ou seja, o consumidor tem o direito de saber quais formas de investimento são mais rentáveis para o seu bolso. Caso o usuário não seja bem informado corretamente sobre os caminhos mais seguros e compensadores de investimentos, ele terá o direito de receber até indenizações por conta disso.

Comparar e pechinchar
Engana-se quem pensa que banco não é como uma loja qualquer, não sendo viável a prática da pechincha. Veiga adverte sobre a importância de pesquisar os serviços em mais de uma instituição e ser sincero com o gerente, relatando sobre sua busca por serviços que tenham melhor custo x benefício e tirando todas as dúvidas a respeito de tudo o que envolve as diversas operações.

Cuidados com o cheque especial
Nas operações de crédito bancário, as taxas de juros sobre o cheque especial estão entre as mais altas. Veiga aconselha o uso do cheque especial apenas se o banco fornecer ao cliente um prazo em que o crédito possa ser usado sem cobrança de juros, ou seja, deve utilizá-lo até o período de carência. O especialista também alerta que além das taxas serem altas, ainda há a incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), ou seja, encarece ainda mais o serviço.

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