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Veja a beleza da Nebulosa da Chama nesta foto de tirar o fôlego

·2 min de leitura

A Nebulosa da Chama, uma nebulosa de emissão na constelação de Órion, foi registrada em uma nova imagem produzida pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). A foto foi feita pelo experimento APEX (Atacama Pathfinder Experiment) em ondas de rádio e mostra também um pouco dos objetos presentes nos arredores da Chama.

O registro vem de observações conduzidas por Thomas Stanke, ex-astrônomo do ESO, junto de sua equipe. Eles queriam experimentar o instrumento SuperCam, instalado no APEX, apontando o telescópio para a constelação de Órion. “Como os astrônomos gostam de dizer, sempre que há um novo telescópio ou instrumento disponível, observamos Órion, onde há sempre algo novo e interessante a descobrir!” disse Stanke.

A Nebulosa da Chama aparece no lado esquerdo da área em amarelo; à direita, está a nebulosa de reflexão NGC 2023, e acima dela fica a famosa Cabeça de Cavalo(Imagem: Reprodução/ESO/Th. Stanke & ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit)
A Nebulosa da Chama aparece no lado esquerdo da área em amarelo; à direita, está a nebulosa de reflexão NGC 2023, e acima dela fica a famosa Cabeça de Cavalo(Imagem: Reprodução/ESO/Th. Stanke & ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit)

Na foto acima, vemos a Nebulosa da Chama, uma nebulosa de emissão que, no seu interior, guarda um aglomerado de estrelas jovens emitindo radiação altamente energética, que faz com que os gases ao redor brilhem. Apesar do nome, não há fogo algum nesta nebulosa — na verdade, ela é formada por nuvens extremamente frias, cujas temperaturas ficam apenas alguns graus acima do zero absoluto.

A Nebulosa da Chama fica na constelação de Órion, considerada uma das regiões mais famosas do céu — tanto que ela já foi investigada durante diferentes estudos, que a analisaram para descobrir características visíveis somente em determinados comprimentos de onda. Na foto, encontramos observações em luz infravermelha, que compõem o fundo da imagem — ao contrário do que acontece com a luz visível, a infravermelha consegue atravessar as nuvens de poeira interestelar.

Assim, os astrônomos podem descobrir estrelas e outros objetos que ficariam escondidos da luz visível. Órion é também o lar de grandes nuvens moleculares de hidrogênio, formadoras de novas estrelas e planetas. Além destes objetos, Stanke e seus colegas puderam observar também Messier 87 e NGC 2071. Trata-se de duas nebulosas de reflexão que, como o nome indica, refletem a radiação emitida por estrelas próximas. Por fim, eles conseguiram até mesmo identificar uma nova nebulosa, pequena e circular, apelidada como “Nebulosa da Vaca”.

O artigo sobre as observações será publicado na revista Astronomy & Astrophysics e pode ser acessado no repositório online arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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