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Veículo de duas rodas Segway deixará de ser produzido

Empresa controladora da marca Segway anunciou o fim de sua produção. (Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images)

O veículo de duas rodas Segway, que permite o usuário se deslocar de pé em baixas velocidades, deixará de ser produzido, segundo reportagem da revista Fast Company. Desde o seu lançamento, em 2001, o Segway se tornou uma espécie de ícone da tecnologia, apesar de suas vendas nunca terem decolado, como imaginaram seus criadores originalmente. 

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Estima-se que apenas 140 mil unidades tenham sido vendidas no total, um valor muito diferente das previsões originais, de que seriam vendidas 100 mil unidades do veículo no primeiro ano, apenas. O Segway acabou sendo mais empregado para fins de diversão – em tours guiados em cidades turísticas – ou por seguranças de shopping centers e aeroportos. Mas nunca foi capaz de escapar desses nichos.

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A empresa foi vendida em 2009, e depois novamente, para uma controladora chinesa, em 2015. Agora, foi anunciado que o nome da marca será aposentado, e os veículos deixarão de ser produzidos. Funcionários serão demitidos, exceto por alguns trabalhadores relacionados à manutenção e outros de uma divisão menor que produz scooters regulares.

Na época do seu lançamento, o Segway foi considerado uma promessa do mundo da tecnologia, um produto que iria “revolucionar” a forma como nos transportávamos pelas cidades. O próprio Steve Jobs, cofundador da Apple, afirmou que os Segways seriam mais populares que os computadores pessoais. 

Especialistas envolvidos com a marca acreditam que um dos motivos para o fracasso tenha sido, estranhamente, o fato de que a engenharia dos Segways era “boa demais”, com diversos mecanismos de redundância que protegiam o seu funcionamento, mas que acabaram por encarecê-lo para além de um preço que estimularia uma adoção em massa.

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