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Veículo Starship, da SpaceX, poderá ajudar na limpeza do lixo espacial

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

O lixo espacial crescente à volta da Terra é uma preocupação cada vez maior para as agências espaciais. Entretanto, pode ser que o veículo Starship, da SpaceX, seja um aliado na busca de soluções do problema, e ele poderá ajudar na limpeza da órbita da Terra nos períodos em que não estiver transportando pessoas para a Lua e Marte.

As informações foram fornecidas durante uma entrevista de Gwynne Shotwell, presidente da SpaceX, à revista Times, onde ela comentou que "é muito possível que o Starship seja utilizado para ir a alguns desses corpos de foguetes abandonados — foguetes de outras pessoas, claro — para pegar um pouco desse lixo no espaço". Quando diz “de outras pessoas”, ela se refere a foguetes não reutilizáveis, lançados por agências espaciais e outras empresas, reforçando o caráter totalmente reutilizável do Starship, algo que Musk considera um avanço crítico para missões no espaço. "Não vai ser fácil, mas eu realmente acredito que o Starship ofereça a possibilidade de fazer isso", disse em relação à mitigação de detritos.

O protótipo SN8 do Starship (Imagem: Reprodução/LabPadre/Twitter)
O protótipo SN8 do Starship (Imagem: Reprodução/LabPadre/Twitter)

O foguete segue em desenvolvimento: já foram criados diversos protótipos, e o SN8 já conta com nariz e flaps; se tudo correr bem, ele deverá passar pelo maior teste de voo em breve. A ideia aqui é que o Starship seja utilizado para levar grandes quantidades de cargas e até 100 pessoas para destinos distantes e, quem sabe, também coletar e desorbitar grandes pedaços de lixo espacial.

Não é de hoje que o lixo espacial levanta preocupações: trata-se de um problema sério para a exploração do espaço — segundo estimativas da Agência Espacial Europeia (ESA), existem mais de 30 mil objetos com tamanho acima de 10 centímetros circulando a Terra, junto de outros 900 mil de tamanho menor ou semelhante. Apesar de pequenos, esses objetos podem causar problemas devido às velocidades de movimento: quando estão à altitude da Estação Espacial Internacional, os corpos se movem à velocidade de 28 mil quilômetros por hora.

Como as rotas na órbita da Terra estão cada vez mais ocupadas por estes detritos, existem riscos de ocorrer um fenômeno conhecido como Síndrome de Kessler, um cenário nada desejável: as colisões no lixo espacial geram detritos em diferentes altitudes e velocidades, e assim ocorre um efeito dominó que gera novos detritos. Felizmente, existem iniciativas em busca de soluções para contornar o problema — como ocorre em uma nova técnica desenvolvida por cientistas, que permite identificar os detritos durante o dia e, assim, desviar satélites deles.

Fonte: Canaltech

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