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Vazamento de ar na ISS parece ser mais intenso do que se esperava

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

Um vazamento de ar vem ocorrendo na Estação Espacial Internacional (ISS) há cerca de um ano, e parece ter aumentado: no final de setembro, a Roscosmos, agência espacial russa, anunciou que os astronautas a bordo do laboratório orbital haviam encontrado a fonte do problema, mas a tripulação percebeu que o vazamento está ocorrendo acima dos níveis esperados.

Este problema do vazamento intriga os tripulantes e controladores da missão desde setembro de 2019, que foi quando a NASA comunicou um leve aumento na taxa de vazamento de ar padrão. Já em agosto deste ano, os tripulantes precisaram se confinar no módulo russo Zvezda para que a NASA pudesse investigar o problema. Mais recentemente, em setembro, a tripulação precisou se confinar novamente no segmento russo para que os controladores da missão pudessem monitorar a pressão de ar nos módulos da estação e tentassem identificar, afinal, onde o problema estava.

O módulo russo Zevzda (Imagem: Reprodução/NASA)
O módulo russo Zevzda (Imagem: Reprodução/NASA)

Com os esforços da tripulação, que fechou as escotilhas do módulo russo para a realização de testes e das equipes em solo, foi possível isolar a localização do vazamento: a Roscosmos comunicou que o vazamento está ocorrendo no módulo Zvezda, e enfatizou que o problema não oferece riscos para a vida e saúde dos tripulantes. Depois disso, a tripulação abriu as escotilhas entre os segmentos dos Estados Unidos e Rússia novamente e seguiu suas atividades. Mesmo assim, devido à quantidade de ar perdida, pode ser necessário enviar oxigênio extra para o laboratório orbital.

O vazamento está relacionado a uma mudança temporária na temperatura da estação, e a taxa da saída de ar não parecia ter mudado. Entretanto, Sergei Krikalyov, diretor executivo dos programas espaciais russos tripulados, enfatizou que levaria algum tempo para encontrar o problema, e que a ISS sempre teve leves perdas de ar devido ao sistema de purificação de ar: “o que está acontecendo agora é acima da taxa de vazamento padrão, e naturalmente, se durar um longo tempo, será necessário enviar um suprimento de ar extra para a estação”, comentou. Por fim, também destacou que embora o vazamento exista, ele não é crítico.

Chris Cassidy, comandante, com detector de vazamento (Imagem: Reprodução/NASA)
Chris Cassidy, comandante, com detector de vazamento (Imagem: Reprodução/NASA)

De acordo com as últimas informações fornecidas pela Roscosmos, o problema está na câmara de transferência, que é uma das quatro seções do módulo Zvezda. A agência espacial reforçou que a taxa atual de vazamento não causa riscos para a tripulação — mas, de fato, terá alguns impactos no cronograma da ISS. Essa não é a primeira vez que astronautas na estação precisam conter vazamentos na estação: em agosto de 2018, a tripulação da Expedição 56 encontrou um buraco na parede da cápsula Soyuz que se conectou à ISS. Enquanto a Roscosmos apontou em 2019 que encontraram a origem do vazamento, a informação não chegou ao público.

Os gerentes da estação espacial estão constantemente reavaliando a situação enquanto as equipes em solo se preparam para lançamentos críticos que irão ocorrer em breve: o veículo russo Soyuz MS-14 será lançado em 14 de outubro, enquanto a nave Crew Dragon, da SpaceX, será lançada em 31 de outubro e levará astronautas para uma estadia de seis meses de duração no laboratório orbital.

Fonte: Canaltech

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