Mercado fechado
  • BOVESPA

    116.464,06
    -916,43 (-0,78%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.053,56
    -72,95 (-0,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    52,74
    +0,13 (+0,25%)
     
  • OURO

    1.846,90
    -4,00 (-0,22%)
     
  • BTC-USD

    32.242,31
    -324,50 (-1,00%)
     
  • CMC Crypto 200

    650,26
    +2,93 (+0,45%)
     
  • S&P500

    3.849,62
    -5,74 (-0,15%)
     
  • DOW JONES

    30.937,04
    -22,96 (-0,07%)
     
  • FTSE

    6.654,01
    +15,16 (+0,23%)
     
  • HANG SENG

    29.556,58
    +165,32 (+0,56%)
     
  • NIKKEI

    28.689,50
    +143,32 (+0,50%)
     
  • NASDAQ

    13.554,50
    +69,00 (+0,51%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5154
    +0,0046 (+0,07%)
     

Vaticano considera vacinas anti-covid 'moralmente aceitáveis'

·2 minuto de leitura
EUA iniciou uma campanha de vacinação em massa

O Vaticano pediu aos católicos que se vacinem contra a covid-19, considerando que todas as vacinas desenvolvidas são "moralmente aceitáveis", incluindo aquelas feitas de linhagens celulares de fetos abortados durante o século passado.

Uma nota publicada nesta segunda-feira (21) "sobre a moralidade da aplicação de certas vacinas anti-covid-19" lembra posições anteriores tomadas pela Igreja há quinze anos, mas visa responder a questionamentos específicos recebidos nos últimos meses.

"É moralmente aceitável receber vacinas (contra) a covid-19 que tenham utilizado em suas linhagens celulares de desenvolvimento fetos abortados durante os processos de pesquisa e produção", esclarece a nota endossada pelo Papa e publicada  pela Congregação para a Doutrina da Fé (guardiã do dogma). 

A Igreja católica explica que o vínculo entre uma pessoa que está sendo vacinada atualmente e os fetos abortados no século passado é "distante".

Células-tronco de fetos abortados nas décadas de 1960, 1970 e 1980 - reproduzidas em laboratórios por décadas como "linhagens celulares" - têm sido utilizadas por um grande número de pesquisadores nas diferentes etapas do desenvolvimento de vacinas anti-covid-19, por exemplo, pelos grupos Astra Zeneca, Moderna e Pfizer, conforme documentação disponível no site do Instituto Europeu de Bioética.

Em vários países, especialmente na América Latina, mas também na Austrália e no Reino Unido, bispos mantiveram intensos debates sobre o dilema das vacinas "moralmente éticas".

O Vaticano também estipulou que "o uso dessas vacinas não significa a aprovação moral do aborto".

Ele pede às empresas farmacêuticas e agências de saúde do governo "que produzam, aprovem, distribuam e ofereçam vacinas eticamente aceitáveis, que não criem problemas de consciência".

Embora, em regras gerais, a vacinação deva ser "voluntária", a Igreja destaca que é um ato de "bem comum", e "a proteção dos mais fracos e expostos", posição totalmente contrária à o dos movimentos anti-vacinais.

A Congregação para a Doutrina da Fé finalmente evoca o "imperativo moral" para a indústria farmacêutica, governos e organizações internacionais de tornar as vacinas contra a covid-19 "acessíveis até mesmo para os países mais pobres", atendendo, assim, a um recente apelo do Papa Francisco.

cm/ljm/age/eg/ap/mvv