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Vasco vence o Coritiba e segue firme na luta para retornar à Série A

·2 min de leitura

Não havia completado um minuto do segundo tempo quando a bola foi cruzada na direção da área do Vasco. Ricardo Graça, com um latifúndio de espaço, errou o corte e entregou a bola de bandeja para Léo Gamalho. O artilheiro aproveitou a gentileza e empatou para o Coritiba uma partida que, até então, era toda dos donos da casa.

Fora esse momento sucedido por silêncio, vaias, traumas, o Vasco fez por onde vencer o Coritiba por 2 a 1 e se manter vivo na disputa por um lugar no G4 da Série B e, consequentemente, na primeira divisão em 2022. Na balança, mais do que a falha de um indivíduo, pesaram os méritos coletivos construídos pelo técnico Fernando Diniz.

Foi a quarta vitória da equipe desde a chegada do treinador, que acumula ainda dois empates e uma derrota. O bom retrospecto vem na carona do estilo que caracteriza todos os trabalhos de Diniz. No primeiro tempo, o Vasco criou poucas chances de gol, mas controlou a partida graças à boa posse de bola, possível com a diminuição de espaços entre os jogadores, coim a troca de passes curtos, desde o campo defensivo.

Em uma dessas tramas, Gabriel Pec finalizou, Wilson deu rebote e Cano abriu o placar em São Januário.

Veio o intervalo, o gol relâmpago do Coritiba e a resposta também rápida do time cruz-maltino, logo aos dois minutos. Ela partiu dos pés do melhor jogador na partida. Riquelme cruzou, a bola foi desviada por Cano e Nenê, todo esticado, desviou para dentro do gol. Quatro minutos depois da análise do VAR, o lance foi validado.

O lateral-esquerdo, cria da base, virou titular com a chegada de Diniz. Zeca, destro que passou boa parte da temporada sendo improvisado no lado oposto, deu espaço para um garoto da posição e que, na segunda etapa, distribuiu confiança, dribles e bons passes bem colado à social de São Januário, setor cuja proximidade com o campo é capaz de consagrar ou fazer da vida de um jogador vascaíno o inferno. Contra o Coritiba, Riquelme teve atuação para deixá-lo bem alto no paraíso.

Com o passar do tempo, o Coritiba passou a ocupar mais o campo de ataque. O Vasco cansou, começou a fazer trocas e as peças no banco de reservas não sustentam o nível alcançado pelo time titular atualmente. Isso, nem Fernando Diniz, nem nenhum outro treinador é capaz de mudar. Foi com muita disposição defensiva que o time da Colina segurou o resultado. A caminhada segue para o Vasco, com as passadas no ritmo de seu treinador.

— Importante demais, essa vitória. Perdemos pontos fora de casa. Precisávamos dar uma resposta. Acreditamos que se dermos os 100%, vamos conquistar o acesso — afirmou Nenê.

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