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Vasco: Por que escalação com três zagueiros é tão contestada no futebol brasileiro?

Bruno Marinho
·3 minuto de leitura

Não existe uma regra que determine que um time com três zagueiros seja necessariamente defensivo, mas as mensagens que o futebol deu ao longo de sua história foram no sentido contrário. Ou seria coincidência que a Copa do Mundo de 1990, considerada uma das piores de todos os tempos do ponto de vista técnico, e que teve a menor média de gols da história, tenha sido a do apogeu do esquema 3-5-2?

O que não se pode negar é que, em um esporte que consagrou a linha de quatro defensores quase como regra, a variação tem tido seus momentos de glória. É nela que Ricardo Sá Pinto aposta para tentar afastar o Vasco da zona de rebaixamento e surpreender o São Paulo neste domingo, às 16h, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.

O adversário tem uma lembrança afetiva da formação. Foi com ela em dois dos três anos que o técnico Muricy Ramalho levou o tricolor paulista à maior sequência de títulos da história do Brasileiro de pontos corridos. O tricampeonato em 2006, 2007 e 2008 consagrou o estilo eficiente, mas longe de ser unânime.

— Existe uma resistência porque, quando você fala em três zagueiros, as pessoas pensam que o time é defensivo — afirma Muricy, hoje comentarista. — Você tem que ter bons zagueiros que saibam jogar com a bola e dois alas que não sejam laterais. No São Paulo jogavam dois meias, Souza e Jorge Wagner.

A desconfiança quanto à formação ganhou raízes profundas naquela Copa de 30 anos atrás, quando Sebastião Lazaroni ousou em romper com a tradição do futebol então tricampeão do mundo e colocou o Brasil para jogar no esquema do momento. Mauro Galvão era um dos três zagueiros daquela equipe. Ele isenta o 3-5-2 de culpa pela eliminação nas oitavas de final para a Argentina e lembra o outro lado da moeda.

— Jogamos melhor, mas não fizemos o gol e perdemos. É normal que as pessoas coloquem a culpa no esquema. Fui campeão da Copa do Brasil de 2001, com o Grêmio, com três zagueiros — afirmou o ex-jogador. —Eu não tinha um esquema favorito. Queria ser campeão. É claro que o esquema com quatro na defesa é mais simples. Com três nem todo mundo assimila.

Opção do português

No Vasco, os três zagueiros já duram quatro jogos e foi a solução encontrada por Sá Pinto para reforçar a retaguarda e escalar os dois melhores — Leandro Castan e Ricardo Graça —, ambos canhotos, sem deixar a defesa torta. Foram uma vitória, dois empates e uma derrota; dois gols pró, um contra.

Contratado, entre outras razões, para trazer certa modernidade ao futebol do Vasco, o português encontra representantes na Champions League, principal competição de clubes do mundo e parâmetro no que diz respeito a esquemas táticos e tendências. Das 32 equipes, quatro jogam com três zagueiros regularmente: Internazionale, Atalanta, Lazio e Red Bull Leipzig. Outros cinco times foram pontuais — Porto, Olympique de Marselha, Borussia Dortmund, Brugge e Manchester United.

Para o jogo desta tarde, o Vasco terá nove desfalques por Covid-19. Os mais recentes, Fernando Miguel e Werley. Lucão e Miranda devem ser os substitutos.