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Variante Delta obriga países a impor novas restrições contra COVID; veja quais

·2 minuto de leitura

No combate ao coronavírus SARS-CoV-2, inúmeros países que flexibilizaram ou até mesmo acabaram com medidas para restringir a circulação do vírus da COVID-19, agora, precisam rever suas medidas. Segundo levantamento, pelo menos 9 nações já adotaram novas medidas para conter o avanço da variante Delta (B.1.671.2) e, mais recentemente, da sublinhagem apelidada de Delta Plus (B.1.617.2.1).

A variante Delta do coronavírus, descoberta primeiro na Índia, é mais transmissível do que as cepas conhecidas até então. Além disso, médicos indianos sugerem que ela seja responsável por novos ou por diferentes intensidades de sintomas da doença, como perda auditiva, dores articulares, distúrbios gástricos graves e coágulos sanguíneos que podem levar à gangrena.

Para conter disseminação da variante Delta, países retomam medidas contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Duallogic/Envato Elements)
Para conter disseminação da variante Delta, países retomam medidas contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Duallogic/Envato Elements)

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), além de ser mais transmissível, a variante já foi detectada em pelo menos 85 países ao redor do mundo. Dessa forma, a Delta pode representar um novo risco para a saúde global, inclusive nos locais que já haviam controlado a pandemia da COVID-19.

Países adotam novas medidas

No mundo, um dos primeiros governos a anunciar medidas para conter a transmissão da variante Delta foi o do Reino Unido. Segundo autoridades britânicas, a cepa é pelo menos 40% mais transmissível do que as anteriores. Diante do aumento de casos dela, foram adiados, temporariamente, os planos de reabertura total. Por exemplo, o funcionamento das áreas internas de bares e casas noturnas voltariam neste mês, mas foi adiado para meados de julho.

Com aumento de casos de infecções da variante, Israel também retrocedeu nas medidas de flexibilização e voltou a adotar o uso de máscaras contra a COVID-19. Isso porque, no país, mesmo pessoas já vacinadas contraíram o vírus com as novas mutações. No entanto, segundo as autoridades locais, as pessoas completamente imunizadas têm maior tendência de apresentar quadros leves da doença. Isso quando ela se manifesta.

Na Ásia, países, como Bangladesh, Tailândia e Malásia já retomaram restrições para impedir a circulação de pessoas e, consequentemente, a disseminação da variante Delta. Por exemplo, a Malásia prolongou o lockdown. Já a Tailândia volta a fechar bares e restaurantes, além de restringir novamente reuniões.

Agora, a África do Sul já ampliou o toque de recolher e restringiu o comércio de bebidas alcoólicas; enquanto isso, a Rússia reforça a campanha de imunização contra o coronavírus. Atualmente, a capital do país, Moscou, enfrenta novos recordes de óbitos pela infecção.

Após surto da variante Delta na capital, a Austrália impôs um confinamento de duas semanas para os cidadãos da região. Já a Nova Zelândia identificou um único caso da cepa, na capital Wellington, mas, para evitar uma possível transmissão, retomou medidas de distanciamento social.

Fonte: Canaltech

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