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Varejista de produtos agrícolas Agrogalaxy pede registro para IPO

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SÃO PAULO (Reuters) - A varejista de insumos agrícolas Agrogalaxy pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO), ampliando a fila de empresas brasileiras do agronegócio em busca de recursos no mercado de capitais para financiar planos de expansão.

Com sede em São Paulo, a Agrogalaxy surgiu em 2016 com a compra de varejistas regionais de insumos para pequenos e médios produtores agrícolas, com plano de gradualmente integrar aquisições e obter ganhos de escala. A última aquisição foi a da sul-matogrossense Boa Vista, por valor não revelado.

A empresa protocolou o pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no dia 31. A Agrogalaxy também tem unidades em Goiás, Pará, Paraná, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

De janeiro a outubro de 2020, a companhia teve receita líquida de 1,7 bilhão de reais, alta de 36,6% sobre mesma etapa de um ano antes. Em dados proforma, a receita cresceu 32,2%, para 3,23 bilhões de reais. Nos mesmos períodos de comparação, a margem Ebitda passou de 4,6% para 3,8%.

Itaú BBA, JPMorgan, UBS-BB e Banco ABC Brasil vão coordenar a oferta, na qual serão vendidas ações novas, cujos recursos serão usados para reforçar o capital de giro e a estrutura de capital da empresa, investir em expansão orgânica e via aquisições, e modernizar as unidades de produção.

Além disso, um grupo de acionistas pessoa física e fundos geridos pelas gestoras de recursos Aqua Capital, Paraty Capital e Spectra Invest venderão participações no negócio.

No mês passado, a Reuters publicou que a tendência de mais empresas do agronegócio brasileiro buscando listagem na B3 deveria acelerar neste ano, à medida que a expectativa de um ciclo de alta das commodities e as vantagens comparativas do país deverão manter forte demanda do mercado por um setor ainda pouco representado na bolsa.

A fila inclui o grupo Fartura (de Hortifrut), a empresa de biodiesel Oleoplan, a Boa Safra Sementes, Vittia Fertilizantes e a Jalles Machado, de açúcar e álcool, além do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de melhoramento genético da cana e tem também variedades transgênicas já aprovadas. A produtora de etanol de segunda geração Granbio suspendeu, em novembro, sua oferta por 60 dias, devido às condições adversas do mercado.

(Por Aluísio Alves)