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Varíola dos macacos pode se tornar endêmica em países fora da África, sugere OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, na última quarta-feira (8), para o risco da varíola dos macacos (monkeypox) se estabelecer em países não endêmicos. As regiões em maior risco são a Europa e a América do Norte, já que concentram o maior número de casos atípicos do vírus. No entanto, a situação ainda pode ser controlada.

No momento, a OMS contabiliza aproximadamente mil casos da varíola dos macacos em humanos, fora da África. Até agora, 29 países registraram a doença, incluindo o primeiro caso do Brasil. Nenhum óbito foi registrado em decorrência da infecção.

Varíola dos macacos pode se tornar uma doença endêmica em países da Europa e da América do Norte (Imagem: Dr. Noble/CDC)
Varíola dos macacos pode se tornar uma doença endêmica em países da Europa e da América do Norte (Imagem: Dr. Noble/CDC)

Controle da varíola dos macacos

“É um reflexo infeliz do mundo em que vivemos que a comunidade internacional só agora esteja prestando atenção à varíola dos macacos, porque ela apareceu em países de alta renda”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa.

Isso porque, apesar dos casos atípicos da doença, alguns países da África convivem há anos com a varíola dos macacos. Por exemplo, a República Democrática do Congo já tinha registrado mais de 1,2 mil casos em maio deste ano, incluindo 58 mortes.

Fora do continente africano, Tedros apontou que, em alguns países, o surto está mostrando sinais de transmissão comunitária — quando não é mais possível identificar a origem da transmissão. Este pode ser considerado como um dos marcadores de uma doença endêmica. “O risco da varíola do macaco se arraigar nos países não endêmicos é real, mas esse cenário pode ser evitado”, comentou.

Para impedir que outras regiões se tornem endêmicas para o vírus monkeypox, Tedros recomenda que os países intensifiquem suas medidas de vigilância sanitária para “identificar todos os casos e os casos de contato para controlar esse surto e prevenir o contágio”.

Vacina só para casos de exposição

Para prevenir ou impedir a evolução de casos da varíola dos macacos, existem duas vacinas: a Jynneos e a vacina contra a varíola comum (smallpox). No entanto, a OMS não sabe quantas doses dos imunizantes estão atualmente disponíveis no mundo, já que não são aplicados em larga escala.

A diretora do departamento de doenças pandêmicas e epidêmicas da OMS, Sylvie Briand, afirmou que “a vacina contra a varíola pode ser utilizada para a varíola do macaco com um alto nível de eficácia”. Provavelmente, o estoque de doses deste imunizante é maior que o da Jynneos.

Diante do atual cenário epidemiológico, Tedros explicou a OMS “não recomenda a vacinação em massa contra a varíola dos macacos”. A imunização deve ser considerada apenas como uma forma de profilaxia pós-exposição (PEP) ao vírus.

Fonte: Canaltech

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