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Varíola dos macacos dói? Paciente relata dor forte e intensa

As erupções na pele não são o único sintoma da varíola dos macacos (monkeypox) em humanos. Segundo relatos de paciente, a infecção é acompanhada por uma forte e intensa dor. Para ser mais específico, o paciente norte-americano Kyle Planck a descreve "a pior dor" de sua vida, especialmente por causa das "úlceras [feridas] nas mucosas".

"Não desejo a ninguém o que passei", contou Planck para a agência de notícias francesa AFP. Atualmente, o paciente nova-iorquino de 26 anos já se recuperou da infecção causada pela varíola dos macacos, mas isso não significa que o processo foi simples.

Para reduzir as dores da varíola dos macacos, o paciente tomava de seis a sete banhos por dia (Imgem: Dr. Noble/CDC)
Para reduzir as dores da varíola dos macacos, o paciente tomava de seis a sete banhos por dia (Imgem: Dr. Noble/CDC)

Para aliviar a dor, "tomava banho quente seis ou sete vezes por dia", explica o paciente sobre as alternativas que buscou para controlar ou pelo menos reduzir as dores. "A dor era quase permanente o dia todo" e "exaustiva", acrescenta Planck.

Entenda o caso do paciente dos EUA

Inicialmente, Planck suspeitou que estava com covid-19, já que apresentava febre e linfonodos inchados. No entanto, o teste deu negativo e outras suspeitas começaram a pairar sobre o seu diagnóstico.

O que mudou a percepção do caso foi o aparecimento das erupções cutâneas — muito características da varíola dos macacos —, após quatro dias de febre. Segundo o paciente, as marcas apareceram, em primeiro lugar, nos braços e nas mãos. "Em um dia, se espalharam pelo corpo. Eram cerca de trinta lesões", detalha.

No dia 5 de julho, "fui testado e no dia seguinte comecei o tratamento", explica. Neste ponto, Plack conta que foi medicado com um antiviral inicialmente desenvolvido para a varíola humana (smallpox), mas licenciado para a varíola do macacos nos Estados Unidos. A fórmula recebe o nome de Tpoxx (tecovirimat).

Paciente infectado foi tratado com antiviral para controlar a evolução da varíola dos macacos (Imagem: Gargantiopa/Envato Elements)
Paciente infectado foi tratado com antiviral para controlar a evolução da varíola dos macacos (Imagem: Gargantiopa/Envato Elements)

Vale destacar que, no momento, o Brasil não possui nenhum remédio licenciado e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra a varíola dos macacos. Por enquanto, o Ministério da Saúde também não conta com vacinas para imunização contra a doença.

Embora a experiência tenha sido "bastante terrível", especialmente por causa das dores, o caso de Planck foi controlado rapidamente e o paciente está bem. Isso porque foi precocemente diagnosticado e tratado, mas "muitas pessoas passaram por coisa pior", completa.

Além da dor, quais são os sintomas da varíola dos macacos?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que a dor é apenas um dos possíveis sinais e sintomas da varíola dos macacos em humanos. Embora a letalidade seja baixa — quando se observa o desfecho de casos que ocorrem em locais com boa estrutura de saúde —, a doença pode permanecer encubada por até 21 dias, o que facilita a transmissão de assintomáticos.

De forma geral, os primeiros sintomas da varíola dos macacos são:

  • Febre;

  • Dor de cabeça intensa;

  • Linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos);

  • Dor nas costas;

  • Mialgia (dores musculares);

  • Astenia intensa (falta de energia).

Entre 24 e 36 horas do início da febre, os especialistas apontam para o aparecimento de um novo sintoma da infecção:

  • Erupções na pele.

Quando a infecção não é controlada, o vírus monkeypox pode causar graves desdobramentos para a saúde do indivíduo. "As complicações da varíola dos macacos podem incluir infecções secundárias, como broncopneumonia, sepse, encefalite e infecção da córnea com consequente perda de visão", explica a OMS.

Fonte: Canaltech

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