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Varíola dos macacos é transmitida globalmente desde 2017 e acumula mutações

Uma equipe de pesquisadores britânicos apontaa que os atuais surtos da varíola dos macacos (monkeypox) estão relacionados com casos identificados ainda em 2017. Desde então, o agente infeccioso acumula mutações e infecta pessoas, sem ser oficialmente diagnosticado pelas autoridades de saúde. Por outro lado, a maior parte de suas mutações não implica em vantagens para a sua proliferação, segundo dados preliminares.

É o que aponta um recente estudo publicado na plataforma aberta Virological. A iniciativa foi desenvolvida pelos pesquisadores Áine O'Toole e Andrew Rambaut da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. Conforme novos casos da varíola dos macacos são identificados, será possível comprovar a hipótese da dupla de cientistas.

Vírus da varíola dos macacos circula desde 2017 e acumula 47 mutações (Imagem: Dr. Noble/CDC)
Vírus da varíola dos macacos circula desde 2017 e acumula 47 mutações (Imagem: Dr. Noble/CDC)

Casos da varíola passaram despercebidos por anos

"As primeiras sequências do genoma MPXV [monkeypox] de casos de varíola dos macacos de 2022 mostraram, filogeneticamente, que esses vírus descendiam de um clado amostrado em 2017-2019, a partir de casos diagnosticados em Cingapura, Israel, Nigéria e o Reino Unido", explicam os cientistas britânicos sobre a possibilidade do vírus já circular há pelo menos 5 anos no mundo.

Em partes, a ideia também é reforçada por um anúncio das autoridades de saúde dos Estados Unidos. Por lá, foi descoberto que uma das cepas da varíola dos macacos já circulava, de forma despercebida, entre os norte-americanos desde 2021. Naquele ano, um caso isolado do vírus monkeypox com elevada semelhança genética com as amostras do novo surto foi identificado.

Alta taxa de mutações na varíola dos macacos

Comparando os genomas do vírus encontrados em pacientes infectados em Portugal, Bélgica, EUA, Austrália e Alemanha com os genomas anteriores mais próximos — aqueles encontrados a partir de 2017 —, os cientistas identificaram 47 mutações no nucleotídeo da varíola dos macacos da nova versão.

De forma geral, a taxa de mutação dos vírus da varíola tende a ser lenta, mas, no caso do atual surto da varíola dos macacos, ela foi especialmente ágil. Era esperado que se formassem de uma a duas mutações por ano, o que torna as 47 em apenas 5 anos "um número inesperadamente grande", pontuam os autores.

"Como o MPXV é considerado um vírus zoonótico com transmissão limitada de humano para humano, esse longo ramo pode ser uma evidência de adaptação aos humanos, permitindo a transmissão sustentada que agora se observa", comentam os pesquisadores.

As mutações são negativas?

No entanto, 42 de 47 das alterações de nucleotídeos são de um tipo bastante particular. Este tipo de mutação específica está associado com a família APOBEC3 de desaminases e pode ter efeitos negativos para a disseminação do agente infeccioso.

"A pressão constante da edição de APOBEC3, apesar do MPXV ser aparentemente bastante robusto em seus efeitos em humanos, pode significar que mutações moderadamente deletérias podem se acumular", explicam os pesquisadores. Inclusive, a atual variabilidade "pode atuar como uma catraca, acumulando irreversivelmente mutações redutoras de aptidão", acrescentam.

Apesar das descobertas, a dupla de cientistas britânicos reforça que é necessário sequenciar mais casos da varíola dos macacos. Dessa forma, será possível comprovar os efeitos negativos deste tipo de mutação na transmissão entre humanos.

Fonte: Canaltech

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