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Vantagem da direita em eleições no Chile impulsiona rali

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- O peso e o mercado acionário do Chile reagiram com ganhos aos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, que deram vantagem ao candidato conservador e o controle da metade do Senado para a direita, o que reduz significativamente as chances de a esquerda reformular o modelo econômico de livre mercado do país.

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O peso chileno chegou a subir 3,5%, o maior ganho intradiário desde novembro de 2019. O índice acionário de referência S&P IPSA deu um salto de 9,4%, o melhor desempenho do mundo entre as principais bolsas na segunda-feira e a maior alta desde março de 2020.

O candidato conservador José Antonio Kast obteve 27,9% dos votos no domingo, seguido pelo esquerdista Gabriel Boric, com 25,8%, segundo dados da agência eleitoral Servel. Embora os números estejam em linha com as últimas pesquisas de opinião, era a campanha de Kast que comemorava na noite passada, enquanto Boric buscava animar simpatizantes e se aproximar do centro. Pesquisa de opinião realizada pouco antes das eleições no domingo indica que o segundo turno será muito disputado, o que dificulta as previsões.

“A única coisa que ficou clara com os resultados de ontem é que o Chile rejeitou uma mudança agressiva à esquerda”, disse Daniel Rico, estrategista de câmbio da RBC Capital Markets, em Nova York. Quem quer que ganhe precisará “encontrar consenso em políticas práticas e centristas”.

Os chilenos voltarão às urnas em 19 de dezembro para o segundo turno.

Promessas

Kast prometeu cortar impostos e gastos fiscais, defendendo um modelo de livre mercado que sustentou três décadas de rápido crescimento econômico, embora este tenha reforçado a desigualdade. Boric, ex-líder estudantil de 35 anos, prometeu reformar o sistema com o fim de fundos de pensão privados, aumento de impostos e maiores benefícios de previdência.

Uma pesquisa conduzida pelo Cadem entre 19 e 21 de novembro e divulgada na segunda-feira mostra Kast e Boric empatados com 39% no segundo turno.

“A mensagem geral é que esse giro à esquerda foi adiado”, disse Alvaro Vivanco, chefe de estratégia para mercados emergentes da Natwest Markets. “Há, pela primeira vez, a possibilidade de que um ambiente de política mais favorável ao mercado - não apenas no nível presidencial - comece a se estabelecer.”

Os títulos chilenos em dólar registravam o melhor desempenho entre mercados emergentes na segunda-feira, depois dos papéis do Paquistão. A dívida em dólar do Chile com vencimento em 2053 chegou a subir mais de 1 centavo, cotada a 103,7 na segunda-feira.

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