Mercado fechado

Vamos encontrar vida extraterrestre em 25 anos? Este cientista diz que sim!

É possível que os cientistas encontrem evidências de vida em exoplanetas (mundos que orbitam outras estrelas além do Sol) em algum momento nos próximos 25 anos. É o que sugere Sasha Quanz, astrofísico do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), na Suíça. A fala dele ocorreu durante o evento de inauguração do novo Centro de Origem e Prevalência da Vida na instituição.

Embora seja uma meta ambiciosa, Quanz acredita que o intervalo de 25 anos estabelecido para a busca de vida fora do Sistema Solar não seja algo fora da realidade — mas observa que a estimativa não representa uma garantia de resultados. “Não há garantia de sucesso, mas vamos aprender outras coisas ao longo do caminho”, ressaltou.

Composto por mais de 40 grupos de pesquisa, o novo centro tentará responder perguntas sobre o surgimento e o desenvolvimento da vida na Terra, a existência de vida em outros planetas, entre outras. Para investigar estes mistérios, os pesquisadores vão tentar construir pontes que unam diferentes disciplinas. “Este é exatamente o nosso objetivo”, disse Didier Queloz, astrônomo que irá liderar o centro. Ele e Michael Mayor descobriram em 1995 o primeiro exoplaneta orbitando uma estrela parecida com o Sol.

Mais de 5 mil exoplanetas já foram encontrados (Imagem: Reprodução/NASA)
Mais de 5 mil exoplanetas já foram encontrados (Imagem: Reprodução/NASA)

Quanz detalhou algumas tecnologias que devem ajudar na tarefa, e comentou que o novo centro poderá também criar as bases necessárias para a futura missão LIFE (Large Interferometer for Exoplanets), que buscará sinais de vida em exoplanetas que não podem ser identificados nem mesmo pelo telescópio James Webb. Segundo ele, a LIFE está na etapa de estudos na Agência Espacial Europeia, e ainda não foi aprovada oficialmente.

Entretanto, ela é uma candidata para o programa de ciência da agência espacial e, se aprovada, poderá investigar uma grande quantidade de exoplanetas promissores em busca de moléculas em suas atmosferas, que talvez tenham vindo de processos biológicos. “Precisamos ganhar conhecimento mais profundo sobre os blocos construtores da vida, os caminhos e as escalas de tempo de reações químicas, além das condições externas que nos ajudem a priorizar estrelas e planetas-alvo”, disse Quantz.

O evento aconteceu um dia após a publicação das imagens de HIP 65426 b, um exoplaneta gigante gasoso fotografado diretamente pela primeira vez pelo Webb. “Este é um sistema muito especial”, destacou Quanz. “O planeta orbita sua estrela bem longe dela, é isso que o Webb pode fazer em relação a fotos de planetas — mas não conseguiremos pegar os pequenos, ele não é potente o suficiente para isso”, notou.

Esta lacuna poderá ser preenchida por instrumentos futuros como o ETIS (mid-infrared ELT imager and spectrograph), que está em desenvolvimento e será instalado no Extremely Large Telescope (ELT), no Chile. O instrumento deverá ser concluído até o fim desta década, e transformará o ELT no maior telescópio óptico do mundo.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: