Mercado fechado

Vale prevê taxas "robustas" de produção de minério no 4º tri, mas cita riscos

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale afirmou nesta quinta-feira que espera manter taxas robustas de produção de minério de ferro no quarto trimestre, mas há riscos ligados a atrasos no licenciamento e impactos com início da estação chuvosa.

O diretor-executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli, disse em teleconferência que a companhia está produzindo "na casa de 1 milhão de toneladas ao dia" de minério de ferro, o que seria suficiente para atingir o nível mais baixo da meta para o ano, de entre 310 milhões e 330 milhões de toneladas, conforme divulgado anteriormente.

A Vale destacou o recorde de produção no terceiro trimestre no Sistema Norte, que inclui o S11D, e uma "sólida produção nos sistemas Sul e Sudeste".

Mas citou riscos de atrasos na Serra Leste, no Sistema Norte, por exemplo.

Em fala após a divulgação de resultados do terceiro trimestre na véspera, no qual o lucro cresceu 76%, para 2,9 bilhões de dólares, Spinelli afirmou que a participação das vendas da companhia para a China "aumentou muito" este ano por efeito da pandemia.

Segundo apresentação, as vendas para a China nos nove primeiros meses do ano avançaram para 66% do total, ante 57% no mesmo período do ano passado, enquanto o país asiático vem conseguindo melhor controle da Covid-19 em relação a outras nações.

Contudo, explicou o executivo, a maior exposição à China implica aumento no tempo entre a exportação e a concretização da venda.

A companhia estima em 45 dias o tempo para o transporte e blendagem de minério para a conclusão de um negócio com os chineses.

Após o impacto do desastre de Brumadinho e da pandemia de Covid-19, a Vale afirmou que recuperou sua flexibilidade operacional, reduzindo grandes variações de vendas.

De acordo com a apresentação, a Vale prevê "estoques operacionais estáveis ao nível de produção nos próximos trimestres" e estima mais flexibilidade de vendas de minério de ferro para captar oportunidades de mercado nos próximos trimestres.

(Por Roberto Samora e Sabrina Valle)