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Vale pagará R$ 37,7 bilhões para ressarcir danos da tragédia de Brumadinho

Redação Notícias
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Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo
General view from above of a dam owned by Brazilian miner Vale SA that burst, in Brumadinho, Brazil January 25, 2019. REUTERS/Washington Alves
A Vale vai pagar R$ 37,7 bilhões ao governo de Minas Gerais a título de indenização. (Foto: REUTERS/Washington Alves)

A Vale vai pagar R$ 37,7 bilhões ao governo de Minas Gerais a título de indenização pelos danos causados pelo desmoronamento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que deixou 270 mortos em 25 de janeiro de 2019.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), este é o maior acordo já firmado no Brasil e na América Latina. O governador Romeu Zema afirmou que o passado não pode ser modificado, mas que o acordo permite um futuro melhor.

— Nunca no Brasil se fez um acordo dessa magnitude — disse Zema durante audiência.

Zema ressaltou que o valor não irá para o caixa do estado de Minas Gerais, pois a quantia será usada diretamente em obras para a população, além de melhorias nas áreas de saúde, saneamento básico e educação. As obras deverão gerar 360 mil empregos.

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Pelo Twitter, o governador Romeu Zema informou que o acordo obriga a Vale a iniciar imediatamente a reparação e não afeta as ações individuais por indenizações e ações criminais movidas pelos atingidos. O programa de transferência de renda, informou, foi criado em conjunto com os Ministérios Públicos federal e estadual e com a Defensoria Pública.

O valor, que será depositado em juízo, deverá ser utilizado para o programa de transferência de renda a atingidos pela tragédia e obras nos municípios da Bacia do Rio Paraopeba, que foi poluído pelos rejeitos da mineração de ferro e segue interditado num trecho de 250 quilômetros.

O dinheiro será usado também para obras de saneamento básico e na construção de um Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte, interligando as rodovias BR-381, BR-040 e BR-262.

No caso da transferência de renda aos atingidos, será pago mensalmente. Segundo as autoridades, os demais programas e obras terão prazos definidos de execução. A aplicação será fiscalizada pelo Ministério Público, Defensoria Pública e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

do Extra