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Vale e Itaú são as ações mais recomendadas por analistas para iniciar o ano

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Impulsionadas pelo processo de reabertura da economia chinesa e menos suscetível ao incerto cenário doméstico, as ações da mineradora Vale foram as mais recomendadas por bancos e corretoras para os investidores iniciarem o ano de 2023.

De 10 carteiras recomendadas de ações, os papéis da mineradora foram praticamente uma unanimidade, com 9 indicações para o mês de janeiro. Em 2022, as ações da Vale já tiveram um desempenho bem acima da média de mercado, com valorização de 25%, enquanto o índice Ibovespa subiu 4,7%.

Também entre as preferidas dos especialistas de mercado, as ações do Itaú Unibanco receberam sete indicações, beneficiadas por um cenário de juros altos no país.

A fabricante de equipamentos eletrônicos para os setores de energia e consumo industrial Weg, com cinco recomendações, e a Eletrobras e a PetroRio, com quatro cada, aparecem ainda entre os papéis na Bolsa mais lembrados pelos analistas para aqueles investidores que buscam opções para manter alguma exposição no segmento de renda variável neste ano.

Vale tira proveito da reabertura da China, dizem analistas Entre as casas que recomendaram as ações da Vale, os analistas do BTG Pactual dizem que a mineradora é a melhor alternativa para os investidores aproveitarem a provável reabertura da economia chinesa, após um longo período de medidas de restrição para evitar a propagação da Covid-19.

"A empresa continua sendo um dos nossos nomes preferidos para exposição à reabertura da economia chinesa. À medida que avançamos para 2023, esperamos que a atividade econômica [da China] se recupere gradualmente, conforme o governo diminui as restrições e ajude a moderar a correção do mercado imobiliário", afirmam os analistas do banco, que projetam um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do gigante asiático entre 4,5% e 5% em 2023, após uma expansão esperada de 3,3% em 2022.

Eles assinalam ainda que veem com bons olhos a entrada da Cosan como um acionista relevante no conselho da Vale, e que a busca por parcerias da mineradora para a divisão de metais básicos tem potencial de gerar valor para os investidores no longo prazo.

"Seu robusto pagamento de dividendos semestrais é um grande atrativo e uma forma de balancear nossa carteira de investimentos com uma empresa bastante sólida", afirmam os analistas da Órama Investimentos, acrescentando que a alta qualidade do minério, combinado à economia de escala por conta do grande volume produzido, tornam a operação da Vale competitiva internacionalmente.

Os analistas da Guide Investimentos dizem ainda que, embora os resultados da mineradora não tenham sido tão animadores no terceiro trimestre de 2022, as ações continuam sendo negociadas em níveis descontados frente ao desempenho esperado à frente.

"Mantemos uma postura conservadora em nossos portfólios, evitando empresas endividadas e empresas com margens baixas [nível de rentabilidade da operação], dois grupos que têm sido mais penalizados pelos investidores desde que os juros começaram a subir", apontam os analistas da corretora.

Itaú se beneficia de juros altos e operação eficiente, avalia BTG Em relação às ações do Itaú, que avançaram 22% no ano passado, os analistas do BTG Pactual destacam que apenas alguns setores se beneficiam de altas taxas de juros, sendo que as empresas de serviços financeiros, como bancos e seguradoras, estão entre as poucas que se saem relativamente bem em um cenário de taxas altas, pelo menos no curto prazo.

Os analistas da XP Investimentos dizem que o Itaú tem a operação mais eficiente entre os grandes bancos brasileiros, o que o coloca em uma boa posição para atravessar o cenário macroeconômico desafiador que se desenha nos próximos meses, com juros altos e baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

"A combinação de seu histórico de rentabilidade líder no setor (decorrente de sua eficiência operacional e longo histórico de concessão de crédito) e forte exposição às linhas de crédito ao consumidor para pessoas físicas devem abrir o caminho para o Itaú liderar o setor na frente de crédito nos próximos anos", afirmam os analistas da XP, acrescentando que o banco será capaz de continuar crescendo sua carteira de crédito no curto prazo, mantendo a inadimplência em níveis saudáveis.

Já os analistas da Ágora Investimentos lembram que o banco viu o lucro saltar quase 20% no terceiro trimestre, alcançado R$ 8,1 bilhões, se beneficiando de um mix da carteira de crédito mais arriscado e taxas de juros mais altas.

"A principal questão para a equipe de gestão do Itaú daqui para frente é o quão sustentável será esse crescimento de empréstimos em linhas de risco (ou seja, cartões de crédito e empréstimos pessoais) nos próximos trimestres, mas, para o momento, acreditamos que ainda faça sentido as ações permanecerem em nosso portfólio", apontam os analistas da Ágora.

Para analistas, Weg deve manter ritmo de crescimento forte No caso da Weg, cujas ações tiveram valorização de 18% no ano passado, os analistas da Terra Investimentos afirmam que a fabricante de máquinas e equipamentos elétricos tem uma forte atuação no mercado externo e deve manter o ritmo de crescimento forte, sustentado principalmente pela divisão de mobilidade elétrica e energias renováveis.

"A empresa já é a 2ª no ranking mundial de motores elétricos de baixa tensão, ultrapassando a Siemens e perdendo apenas para a ABB."

Os analistas da Ágora Investimentos afirmam também que, a despeito dos riscos de desaceleração abrupta da economia global, a Weg vem liderando as questões tecnológicas em energia renovável e no processo de eletrificação dos veículos, "fatores que parecem negligenciados nas projeções de mercado."

"A companhia tem apresentado desempenho consistente nos últimos anos, com interessante crescimento de receita aliado à evolução do retorno sobre o capital investido, tendo se mostrado resiliente aos efeitos da pandemia devido à diversificação geográfica de sua atuação e em seu portfólio de produtos", dizem os analistas da Guide Investimentos, acrescentando que os resultados da Weg no terceiro trimestre foram bastante sólidos, com crescimento de cerca de 40% do lucro em bases anuais, para R$ 1,2 bilhão, reforçando a percepção positiva sobre o negócio.

Eletrobras tem espaço para valorização, diz XP; PetroRio é alternativa a Petrobras no setor Em relação às ações da Eletrobras, que em 2022 subiram 28,4%, os analistas da XP Investimentos afirmam que uma eventual reversão da privatização pelo governo Lula é improvável, frente aos custos que a iniciativa acarretaria, e que seguem otimistas com as perspectivas para a evolução da companhia.

"A Eletrobras é enorme e acabou de deixar de ser uma estatal. Todas as medidas para aumentar sua eficiência são atualmente objeto de debate de investidores e prioridade dentro da companhia", dizem os analistas da XP, que enaltecem ainda a volta de Wilson Ferreira ao cargo de presidente da Eletrobras, o que, segundo eles, é um indicativo de que os ajustes necessários para aprimorar a gestão operacional da empresa ocorrerão rapidamente.

Os analistas do BTG Pactual acrescentam que, após Wilson Ferreira ter assumido o cargo no final de setembro, já em outubro, a Eletrobras anunciou um programa de desligamento voluntário envolvendo 2,3 mil funcionários elegíveis, "representando o início da agenda de reestruturação definidos pela gestão e aguardados com ansiedade pelo mercado."

Sobre as ações da petroleira PetroRio, que saltaram 80% no ano passado, os analistas do BTG Pactual afirmam que a reabertura da China também deve contribuir para sustentar os preços do petróleo no mercado internacional.

"A opção natural para ganhar exposição em petróleo e gás no Brasil é a estatal Petrobras, mas a incerteza sobre como ela será administrada pelo novo governo nos leva a evitar o nome", assinalam os analistas do banco. Eles dizem ainda que, mesmo depois de um desempenho forte ao longo de 2022, "acreditamos que há espaço para mais."