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Vale cumpre plano ao vender negócio de carvão em Moçambique

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- A Vale anunciou a venda de seus ativos de carvão em Moçambique, avançando na estratégia de deixar negócios não estratégicos vistos como redutores de caixa e em busca de uma guinada em direção a ativos de baixo carbono.

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A gigante brasileira do minério de ferro disse na terça-feira que fechou um acordo para vender a mina de carvão Moatize e o Corredor Logístico Nacala (CLN) para a Vulcan Minerals, que faz parte do Grupo Jindal da Índia, por US$ 270 milhões mais um acordo de royalty de 10 anos.

O negócio segue a estratégia da Vale de concentrar seu foco em depósitos gigantes de minério de ferro e metais básicos, e de remunerar seus acionistas. A mineradora já se desfez de uma problemática mina de níquel na Nova Caledônia, assinou um acordo para se livrar de ferroligas de manganês no Brasil, levantou US$ 1,3 bilhão ao se desfazer de suas ações na Mosaic e concordou em vender sua participação de 50% na California Steel Industries para a Nucor por US$ 400 milhões.

“Esta mudança faz sentido do ponto de vista estratégico, e a Vale tem sido vocal sobre suas intenções de se desfazer de seus ativos de carvão, em linha com seus esforços para melhorar suas práticas ESG (e recomendações) nos últimos anos”, segundo escreveu Daniel Sasson, analista no Itaú BBA, em nota.

Na última década, a empresa sediada no Rio de Janeiro enfrentou contratempos no projeto de carvão de Moatize, não conseguindo aumentar a produção como o planejado. No último trimestre, a Vale relatou uma baixa contábil (impairment) de cerca de US$ 2 bilhões dos ativos e disse que preferia acelerar a venda, mesmo por um valor menor. Antes disso, a mineradora pagou antecipadamente os US$ 2,5 bilhões relacionados ao financiamento do projeto do corredor Nacala.

A operação de carvão em Moçambique era o último ativo significativo na lista de desinvestimentos da Vale. Os próximos alvos restantes são uma participação de 40% na produtora brasileira de bauxita MRN e uma fatia na siderúrgica brasileira CSP.

“É importante mencionar que uma série desses negócios têm consumido/afundado bilhões de capital ao longo dos anos e depreciando retornos, então vemos esses últimos movimentos como importantes”, escreveram os analistas do BTG Pactual, Leonardo Correa e Caio Greiner, em nota.

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