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Vale a pena trocar o seu iPhone antigo pelo iPhone 11?

SHANGHAI, CHINA - 2019/09/20: Apple's new iPhone 11 Pro Max which features triple rear cameras seen at an Apple retail store at the IFC Mall in Pudong New Area, Shanghai. Apple launched sales of its latest iPhone 11 series in China. (Photo by Alex Tai/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

A Apple começou a vender na sexta-feira (18) o seu mais novo smartphone no Brasil: o iPhone 11. A nova geração chega ao país em duas versões, "normal" e Pro, com preços que variam de R$ 5.000 a R$ 9.600.

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O preço do aparelho é suficiente para desestimular muitos potenciais compradores. Se você usa Android, provavelmente não vale a pena trocar seu celular atual por um iPhone moderno. E se o seu orçamento está apertado, pode acreditar que há opções satisfatórias e mais baratas no mercado.

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Assim como em todo lançamento, o iPhone 11 é ideal para usuários de longa data do ecossistema da Apple que querem fazer o upgrade a partir de uma versão mais antiga do celular. Já o iPhone 11 Pro, como o nome sugere, mira em usuários "profissionais" de largo orçamento e altas exigências.

Lançado em 2017, o iPhone 8 é o mais buscado por brasileiros na plataforma de comparação de preços Zoom e também no Google no último ano. Logo atrás vem o iPhone 7, modelo ainda mais antigo, lançado em 2016.

Busca por iPhones no Brasil em 12 meses

Se você tem um iPhone mais antigo e orçamento livre, vale a pena adquirir um iPhone 11 ou 11 Pro. A melhora vem principalmente no quesito fotografia, graças a um sistema de múltiplas lentes nas câmeras traseiras dos novos modelos.

O iPhone 11 vem com duas câmeras, sendo uma de lente grande-angular e outra ultra-angular, que permite capturar mais conteúdo em cada imagem, deixando uma leve distorção nas beiradas. Com a segunda lente, o celular também consegue um desempenho melhor no modo Retrato, efeito que deixa o plano de fundo desfocado e destaca o primeiro plano das fotos.

Além disso, o iPhone 11 possui a tela Liquid Retina: um painel LCD com bordas mínimas e de cantos arredondados. Em termos de qualidade, não é muito diferente da tela de um iPhone 7, por exemplo, com os mesmos níveis de brilho, contraste e resolução. Só tem o design mais moderno, com cara de iPhone X.

Já o iPhone 11 Pro vem com um sistema de câmera tripla: além das lentes grande-angular e ultra-angular, há ainda uma teleobjetiva que permite zoom óptico de duas vezes. Isto significa que a câmera pode chegar mais perto do objeto sem perder qualidade, o que geralmente acontece com o zoom digital.

Phil Schiller, vice-presidente sênio global de marketing da Apple, explica as três lentes da câmera do iPhone 11 Pro no evento de apresentação do produto, em setembro de 2019. Foto: AP/Tony Avelar

A tela do 11 Pro, porém, é muito superior a qualquer outro modelo de celular da Apple lançado até hoje. O painel chamado de Super Retina XDR é feito de OLED, o que garante contrastes mais amplos, mais brilho e maior resolução. A tecnologia, além de mostrar imagens mais nítidas e cores mais realistas, também economiza bateria com imagens na cor preta.

As câmeras dos novos aparelhos, além de mais versáteis, com mais opções de lentes e filtros para exercitar a criatividade, também são capazes de tirar fotos melhores no modo automático. A geração 11 é capaz de capturar mais luz em ambientes escuros, tem foco mais rápido e cores mais precisas do que os antecessores

Prós e contras

Em termos de desempenho, pode apostar que os novos iPhones são mais rápidos e duram mais tempo fora da tomada. Mas como com todo celular da Apple, não espere que a performance continue espetacular por muitos anos.

Um ponto que pode ter piorado, porém, é a resistência. Os iPhones mais antigos, até a geração 6, além do SE, usavam corpo de alumínio, mais resistente a riscos e quedas. Os novos, porém, possuem vidro na parte frontal e na traseira.

O iPhone 11 Pro, mais especificamente, tem vidro texturizado na traseira que tende a riscar com mais facilidade. Por esse motivo, se um dos novos celulares cair no chão, as chances de estrago não ficam limitadas à tela.

Os novos iPhones são mais resistentes em outros quesitos. O 11 Pro possui resistência à água a uma profundidade de até quatro metros por, no máximo, 30 minutos, enquanto modelos mais antigos correm sérios riscos quando chegam perto da piscina.

Outra mudança importante é na autenticação. Se você tem um celular comprado antes de 2017, são grandes as chances de que o seu dispositivo tenha um leitor de impressões digitais no botão de início, que fica logo abaixo da tela. O Touch ID não existe mais nos novos celulares.

Desde o iPhone X, a Apple usa um sistema de reconhecimento facial chamado Face ID. O celular é capaz de desbloquear o sistema ao olhar para você. O método é simples, rápido e, até onde se sabe, tão seguro quanto a sua impressão digital. E não precisa se preocupar, porque os dados do seu rosto ficam no iPhone e não são enviados aos servidores da Apple.

Antes de optar pelo upgrade, tenha em mente os possíveis problemas de adaptação: os celulares mais novos da Apple não têm entrada para fones de ouvido. Você vai precisar de fones sem fio, dos fones que vêm na caixa, com cabo Lightning, ou de um adaptador, que não vem na embalagem nesta nova geração.

Além disso, o carregador do iPhone 11 Pro possui um cabo USB-C. Isto significa que ele pode ser recarregado muito mais rapidamente, mas também significa que ele não se conecta à maioria dos computadores e portas que usam USB-A (aquela entrada mais larga), nem funciona com carregadores mais antigos.

Para quem vale a pena o upgrade

Se você usa, gosta e não quer largar o ecossistema do iPhone, vale a pena comprar o 11 ou 11 Pro se você tem um modelo 6s, 6s Plus, SE ou mais antigo (anterior a 2015). Estes dispositivos estão no final de suas vidas úteis, não aparecem mais na loja oficial da Apple e não devem mais receber atualizações de sistema e de segurança a partir do ano que vem.

Se você já possui um aparelho da geração X, com tela expandida, Face ID e câmera dupla, o upgrade não vale a pena. Neste caso, o grande diferencial é a lente ultra-angular dos novos celulares, que aumenta o leque de possibilidades de fotos. Mas fora isso, a experiência continua muito parecida.

Se o seu iPhone é o 7 ou o 8, que, entre si, já são muito parecidos, o ganho ao trocar pelo 11 é menor, mas existe. Neste caso, vale mais a pena trocar por um X, XS ou XR, cuja experiência de uso é muito semelhante à da nova geração, exceto pela câmera ultra-angular.

Seja qual for o seu perfil de usuário do iOS, o iPhone 11 dificilmente vai te decepcionar.