Mercado fechará em 2 h 37 min
  • BOVESPA

    95.076,17
    -292,59 (-0,31%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    36.829,69
    -564,02 (-1,51%)
     
  • PETROLEO CRU

    35,97
    -1,42 (-3,80%)
     
  • OURO

    1.871,60
    -7,60 (-0,40%)
     
  • BTC-USD

    13.452,37
    +297,00 (+2,26%)
     
  • CMC Crypto 200

    264,72
    +22,04 (+9,08%)
     
  • S&P500

    3.296,83
    +25,80 (+0,79%)
     
  • DOW JONES

    26.573,42
    +53,47 (+0,20%)
     
  • FTSE

    5.583,67
    +0,87 (+0,02%)
     
  • HANG SENG

    24.586,60
    -122,20 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    23.331,94
    -86,57 (-0,37%)
     
  • NASDAQ

    11.294,50
    +161,75 (+1,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7311
    -0,0033 (-0,05%)
     

Ex-seleção, Valdo enfrenta rotina solitária no Congo, vê Série C e tenta parar Mané

Marcus Alves
·4 minutos de leitura
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Um dos últimos meias clássicos a desfilar pelos gramados do Brasil, Valdo jogou até os 40 anos e deixou a sua marca em clubes como Cruzeiro, Botafogo e Grêmio. Campeão com a seleção, o ex-meia brilhou também no exterior: virou lenda no Benfica e acabou se tornando o primeiro camisa 10 brasileiro da história do PSG, abrindo caminho para Neymar, Raí e companhia. Com residência fixada em Lisboa, o catarinense de fala mansa e riso fácil agora desbrava o mercado como treinador.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Esportes no Google News

No comando do Congo, ele vê de tudo um pouco na TV para caçar novos talentos. Teve de fazer uma pausa no trabalho apenas no último mês de agosto. Com a realização da fase final da Champions League na capital portuguesa, viu o seu telefone tocar como há muito não acontecia.

Leia também:

Foram diversas entrevistas para falar do PSG e de seu sonho de conquistar a Europa.

Não foi dessa vez ainda que Valdo pôde vibrar com os franceses. Mas, em compensação, ele espera em breve comemorar uma vaga na Copa Africana de Nações com o Congo.

Depois de deixar Brazzaville poucas horas antes do fechamento da fronteira por causa do COVID-19 para ficar com a família em Lisboa, ainda em março, Valdo, enfim, voltará a reencontrar os seus comandados neste mês. Será em amistoso contra a Gâmbia, na região do Algarve, também em Portugal. Em novembro, deverá retornar, então, às eliminatórias.

Caso não haja nenhum novo adiamento, será a retomada de uma rotina dura, mas prazerosa para ele.

Ele viaja sozinho a cada deslocamento para o Congo. Para cruzar o oceano, define sempre antes o melhor roteiro.

“Faz três anos e meio que estou nesse desafio. É um projeto que gosto, mesmo sendo muito longe. Vou sozinho, ninguém me acompanha. Existem basicamente duas rotas: pela França ou por Marrocos”, conta ao Yahoo Esportes. “Eu ganho uma hora por Marrocos, mas eu preciso ficar muito tempo esperando lá e só tem voo à noite. Pela França, eu vou de Air France, faço apenas escala e chego direto”, completa.

Segundo Valdo, já foram mais de três previsões de reabertura no Congo, mas nenhuma que tenha se concretizado efetivamente. Com mais de seis meses longe do país, ele aguarda que a situação agora melhore.

Até porque o seu futuro passa, em algum grau, pelas condições de trabalho que terá nos próximos tempos.

“Gosto de estar lá, mas essa situação do coronavírus irá definir muitas coisas. Quando estou no Congo, treinamos todos os dias porque eu trabalho com as três seleções: sub-17, sub-20 e a principal. Na base, são basicamente jogadores locais que ficam comigo de manhã e de tarde, então, à noite chego morto em casa e faço minha janta”, descreve Valdo.

“Geralmente, não saio para canto nenhum. No máximo, a um restaurante indiano próximo e como qualquer coisa. Então, volto para casa e vejo jogos. Desde a Liga Turca até as Séries A, B e C do Brasileiro. A única opção que me deram era ir para lá sozinho, mas não tenho problema, me viro super bem, sou tranquilo, é minha maneira de ser. No início, teve um choquezinho e ficou nisso”, prossegue.

“Esse convite surgiu através de um amigo que trabalha na Nike e perguntou se eu tinha interesse em trabalhar na África. Respondi na mesma hora que era meu sonho levar uma seleção do continente para uma Copa. Viajei até Brazzaville, conheci algumas pessoas e, pouco tempo depois, assumi a seleção”, completa.

Mesmo com a parada provocada pela pandemia, Valdo segue com a tabela na ponta da língua e com o otimismo intacto.

Com o Senegal de Sadio Mané e companhia como maior ameaça, ele projeta uma classificação sem sustos se tudo ocorrer conforme o seu plano no grupo que ainda conta com Guiné Bissau e Suazilândia.

Faz mais de 30 anos que Valdo chama Lisboa de casa. Com 56 anos e família construída do outro lado do Atlântico, ele admite hoje se sentir mais português do que brasileiro. Esse é um dos motivos que o faz afastar, de certa forma, a hipótese de trabalhar em seu país nos bancos de reservas. Outro é a instabilidade na função.

“No Brasil, te contratam na quarta e querem que o time esteja jogando o fino da bola no domingo. Quase conseguiram derrubar o Domènec Torrent em pouco tempo no Flamengo. É difícil assim para qualquer um assim”, conclui.

Siga o Yahoo Esportes no Instagram, Facebook e Twitter

Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos