Vai viajar ao exterior? A melhor dica é comprar a moeda local aos poucos


SÃO PAULO – No fim de ano as viagens para o exterior aumentam já que o período corresponde às férias para muita gente. O melhor para se fazer em relação à moeda estrangeira é planejar a compra ao passo do planejamento da viagem.

O diretor geral da BEX Intercâmbio, Flávio Crusoé, diz que há dois tipos de perfis: o programador e aquele que compra na última hora. Para ele, o melhor mesmo é ter um mínimo de planejamento. “É interessante todo mês tirar uma porcentagem do salário para comprar a moeda do país que você irá visitar”, orienta ele afirmando que se comprada em cima da hora, a moeda pode estar num preço mais elevado do que num período anterior mais próximo ao início dos planos de viagem.

Dólar é como bola de cristal
Claro que a moeda sofre flutuações, mas se for adquirida antes, haverá dias em que ela estará mais alta e outros em que o preço será menor. O dólar turismo, por exemplo, já variou de R$ 2,09 a R$ 2,19 só nos primeiros 21 dias deste mês de novembro, evidenciando a grande flutuação que o câmbio pode ter num período bem curto. “O valor do dólar é uma bola de cristal”, afirma o diretor.

Cartões
Crusoé recomenda o uso de cartão pré-pago, principalmente pela segurança e facilidades, além de ser um produto sem custo de aquisição nem de manutenção. “Não é bom ficar carregando por aí uma quantia alta de dinheiro em espécie. Com o cartão, se você o perde ou é roubado, facilmente terá outro novo com a quantia que estava nele”, diz o especialista, recomendando também que se faça uma espécie de poupança no cartão, com a mesma dica “compre um pouco de dólar todo mês”, no caso do cartão, o carregamento ocorre por meio de depósito na conta da administradora ou diretamente na corretora de câmbio responsável; ou senão, até pela agência de viagens.

Quanto levar?
Crusoé explica que o melhor é fazer uma estimativa de gastos que serão realizados no exterior. Cada pessoa tem um perfil de consumidor diferente, então o que não muda são os gastos básicos como transporte, alimentação e higiene. “O ideal é levar cerca de US$ 500 para o período de um mês, pois é um mínimo para a sobrevivência lá fora”, adverte.

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