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Vai pegar a estrada nas férias? Veja quanto custa fazer a revisão do carro

Camilla Pontes

Chegou a época do ano em que as pessoas mais utilizam o veículo para passear com a família ou pegar a estrada para curtir as férias. Mas, antes do lazer, é preciso fazer uma boa revisão no carro para garantir uma viagem feliz.

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Pesquisas do setor apontam que a falta de manutenção pode aumentar em até três vezes a possibilidade de o veículo se envolver em acidente. As montadoras, por exemplo, recomendam a revisão a cada dez mil quilômetros rodados ou quando o veículo completa um ano de uso — o que ocorrer primeiro.

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Para ajudar o leitor nesta tarefa, o Extra consultou algumas oficinas mecânicas da cidade do Rio para saber quanto custa revisar os componentes do automóvel.

A maioria delas só fornece um orçamento completo após uma avaliação minuciosa no veículo. Mas alguns estabelecimentos informam que somente o custo de mão de obra pode variar de R$ 80 a R$ 180, dependendo do serviço a ser executado.

Para ter uma dimensão dos preços, foram solicitados orçamentos para três tipos de veículos considerados populares e intermediários: Fiat Palio 1.4 (2011), Ford Fiesta hatch 1.0 (2014) e Honda City 1.5 (2015).

— Muitas vezes, o cliente quer o básico, mas o carro está acabado por falta de manutenção, e é preciso trocar tudo. Se passamos um orçamento inicial, e o preço aumenta, o cliente se assusta. Preferimos mostrar para a pessoa ao vivo — contou um mecânico que não quis se identificar.

Pablo Villaça, analista técnico de Educação Profissional da Firjan Senai, explicou que a manutenção preventiva também prolonga a vida útil do automóvel, e que o próprio carro dá sinais de que algo não vai bem, quando começa a emitir ruídos ou quando há tremores no volante, por exemplo.

— É importante estar atento a alguns sinais como ruídos anormais na suspensão e barulhos na direção ou ao acionar os freios. Esses indícios já demonstram que pode haver algum problema.

Villaça contou que os principais itens a serem analisados em uma revisão preventiva são o estado dos pneus e os níveis do óleo do motor e dos fluidos (o de direção e o dos freios), além do sistema de sinalização e iluminação (lanternas e faróis).

— Se o carro não tiver com o líquido de arrefecimento em nível adequado, pode haver superaquecimento, causando pane e quebra do motor. Se a pessoa estiver na estrada, terá que chamar um reboque, porque só uma retífica e o recondicionamento resolverão — disse o analista.

Um levantamento feito pela CCR NovaDutra nos 402 quilômetros da Via Dutra — que corta parte dos estados do Rio e de São Paulo — mostrou que, de janeiro a novembro deste ano, as equipes que socorrem os usuários fizeram 79.185 atendimentos na rodovia.

Apesar de o número ser 16% menor do que o registrado no mesmo período de 2018 (94.916 casos), o alerta continua aceso para que os motoristas façam a manutenção preventiva.

Em 2019, a pane mecânica liderou o total de ocorrências na estrada, com 52.883 atendimentos. Em seguida, vieram pneu furado (11.789), pane seca (6.054), superaquecimento do motor (3.638), bateria descarregada (2.877) e pane elétrica (1.944).

A pane seca, inclusive, é uma infração de trânsito. O motorista pode arcar com uma multa no valor de R$ 130,16 e ainda perder quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Entre janeiro e novembro, a Arteris Fluminense atendeu 22.780 casos de pane mecânica. A concessionária administra 322 quilômetros da BR-101, entre Niterói e a divisa do Rio com o Espírito Santo, em Campos dos Goytacazes. A empresa orienta os motoristas a fazerem o planejamento da viagem, incluindo os possíveis pontos de parada, além da revisão prévia do veículo.

“É importante que o motorista se planeje, informe-se sobre as distâncias que irá percorrer, as possíveis condições de tempo, os pontos de parada e a existência de postos de serviços ao longo de todo o caminho”, declarou.

A concessionária também sugeriu que os usuários peguem a rodovia nas primeiras horas do dia — para evitarem os longos engarrafamentos dos feriadões — e utilizem o cinto de segurança de todos os bancos, além da cadeirinha infantil para o transporte de crianças. É importante também respeitar os limites de velocidade e fazer paradas a cada duas horas para um pequeno descanso.

O óleo deve estar no nível adequado. É preciso também usar um produto de qualidade. Se possível, utilize o tipo recomendado pelo fabricante do veículo.

Deve sempre estar em boas condições, pois impede a entrada de sujeira no motor.

Retém as partículas maiores das impurezas contidas na fórmula do óleo lubrificante, como detergentes e dispersantes.

Impede a entrada de impurezas sólidas que podem ficar no tanque de combustível e evita que as partículas maiores bloqueiem os bicos injetores, o que leva à falha do motor.

Mantém o sistema de arrefecimento do motor,ou seja, o controle da temperatura.

Se o radiador não estiver funcionando da maneira correta, e a temperatura estiver acima do normal, há grandes chances de o carro ferver na estrada.

A calibragem correta e o bom estado dos pneus podem reduzir danos ao veículo e evitar acidentes. O estepe também deve estar em boas condições e calibrado. É comum os motoristas se esquecerem.

Cheque o sistema elétrico e de iluminação: faróis, setas, pisca-alerta, lanternas traseiras e luzes de ré e de freio. Caso alguma lâmpada esteja queimada, troque-a imediatamente. Além de prejudicar a visão, principalmente à noite,é infração de trânsito rodar com um farol queimado. E, nas estradas, é preciso manter os faróis acesos mesmo durante o dia.

Certifique-se de que está tudo certo com o triângulo de sinalização, o macaco, a chave de roda e o extintor de incêndio (verifique a data de validade do mesmo).