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Vaga de emprego da Apple indica interesse em arquitetura alternativa à ARM

·3 minuto de leitura

A Apple agitou o mercado quando anunciou que deixaria de utilizar processadores da Intel em favor de uma solução própria, o Apple M1. A notícia não chegou como uma completa surpresa, sendo resultado de múltiplos fatores: enquanto plataformas Intel apresentavam problemas com aquecimento, a gigante de Cupertino mostrava fôlego para competir com computadores com seus chips A, baseados na arquitetura ARM.

A iniciativa foi um sucesso, com o M1 entregando desempenho ímpar e colocando pressão em concorrentes, que já buscam maneiras para turbinar os próprios chipsets. Ainda assim, ao que parece, a Apple não quer correr novamente o risco de apostar em uma única parceira e pode estar de olho em um futuro ainda mais integrado, como sugere uma nova vaga de emprego da companhia.

Apple mostra interesse no desenvolvimento em RISC-V

Encontrada pelo site Tom's Hardware, a proposta busca por um programador especializado na arquitetura RISC-V (pronuncia-se risc five) e na extensão ARM Neon. O contratado trabalhará para o Vector and Numerics Group (VaNG), time interno responsável pelo desenvolvimento e aprimoramento de subsistemas integrados para iOS, macOS, watchOS e tvOS.

A descrição não chega a citar em quais produtos a RISC-V seria aplicada, mas o projeto secreto em produção está relacionado a Machine Learning, visão computacional e processamento de linguagem natural. Considerando esses pontos, é provável que a empresa esteja trabalhando em alguma solução complementar para o chipset, ou ainda alguma novidade para proporcionar melhorias à Siri.

Os chips proprietários da Apple utilizam enorme quantidade de núcleos ARM, e a adoção da RISC-V em alguns deles pode proporcionar grande economia (Imagem: Divulgação/Apple)
Os chips proprietários da Apple utilizam enorme quantidade de núcleos ARM, e a adoção da RISC-V em alguns deles pode proporcionar grande economia (Imagem: Divulgação/Apple)

A possibilidade de uma substituição dos núcleos ARM por núcleos RISC-V não deve ser descartada, mas caso se comprove, é decerto um plano a longo prazo. Além de exigir que a gigante de Cupertino desenvolva uma integração de software e hardware maior, o que parece ser o plano da empresa no momento, a RISC-V é significativamente mais recente que a ARM e ainda não atingiu a maturidade vista em soluções de alta performance.

Ainda assim, a adesão da Apple mostra o potencial da nova arquitetura, que também já conta com apoio da Intel, e trará benefícios à fabricante dos iPhones — a cada núcleo ARM utilizado, a companhia de Tim Cook precisa pagar uma taxa de licenciamento. Com o desenvolvimento de um núcleo próprio baseado em RISC-V, mesmo que para chips secundários, a empresa poderia economizar uma quantia substancial de dinheiro e aumentar ainda mais seus lucros.

O que é a RISC-V?

A RISC-V é uma arquitetura, ou Instruction Set Architecture (ISA), oficializada em maio de 2010 pelo professor Krste Asanović e os estudantes Yunsup Lee e Andrew Waterman, da Universidade de Berkeley, na Califórnia.

Assim como a ARM, a solução também é baseada nos princípios RISC, ou seja, com número reduzido de instruções, completo oposto do visto na x86 presente em computadores. Sua maior vantagem, no entanto, é o fato de utilizar código aberto, permitindo que qualquer empresa possa desenvolver os próprios núcleos e tecnologias RISC-V sem precisar pagar por isso.

Em 2015, a RISC-V Foundation foi estabelecida para incentivar o uso da tecnologia e auxiliar interessados na implementação. No momento, em virtude das limitações que oferece e do desempenho ainda bem abaixo da ARM, a arquitetura é utilizada apenas em dispositivos que demandam baixo poder computacional.

Com a compra da ARM pela Nvidia, acredita-se que a RISC-V comece a crescer exponencialmente com o apoio de grandes empresas, ao ponto de se tornar robusta o suficiente para se transformar em uma alternativa viável para processamento de alto desempenho.

Fonte: Canaltech

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