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Vacinas de difteria, tétano e coqueluche não batem meta desde 2013, diz Fiocruz

Segundo um novo levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a vacinação contra difteria, tétano e coqueluche não atinge a meta no Brasil desde 2013. Os dados vêm do VAX*SIM, um estudo do Observa Infância, concentrado em monitorar a cobertura vacinal em crianças menores de 5 anos no Brasil.

Para chegar à informação, a análise coordenada pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância/Fiocruz) utilizou como base os dados do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc).

A cobertura da vacina está em queda constante há nove anos, e a equipe sugere que essa queda acenda um alerta para o retorno de casos graves das doenças contra as quais a vacina protege, que podem levar a óbitos.

Além disso, alguns dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) apontam que, entre 2012 e 2021, 28 crianças entre seis meses e três anos morreram de coqueluche no Brasil. Já o tétano, matou outras três, enquanto a difteria fez cinco vítimas nessa faixa etária, durante o período em questão.

A tríplice bacteriana inaugurou o calendário básico de imunização infantil no Brasil, em 1977, e fez parte da rotina de cuidados de várias gerações de bebês no país. No entanto, em 2021, apenas 75% das crianças menores de um ano receberam o imunizante, a segunda menor taxa desde 1996, o que levanta preocupação por parte dos especialistas.

Difteria, tétano e coqueluche

Vacina de difteria, tétano e coqueluche não bate meta desde 2013, afirma Fiocruz (Imagem: rawf8/envato)
Vacina de difteria, tétano e coqueluche não bate meta desde 2013, afirma Fiocruz (Imagem: rawf8/envato)

Segundo o Ministério da Saúde, a difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae e atinge as amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, outras partes do corpo, como pele e mucosas. Dependendo do tamanho e de onde as placas aparecerem, a pessoa pode sentir dificuldade de respirar.

Os principais sintomas da difteria são membrana grossa e acinzentada, cobrindo as amígdalas e podendo cobrir outras estruturas da gargante, dor de garganta discreta, gânglios inchados, dificuldade em respirar ou respiração rápida em casos graves, palidez, febre e mal-estar geral.

Já a coqueluche é uma infecção respiratória, também causada por bactéria (Bordetella pertussis), e caracterizada por crises de tosse seca, embora possa atingir, também, tranqueia e brônquios. Crianças menores de seis meses podem apresentar complicações da coqueluche que, se não tratada corretamente, pode levar à morte.

Os sintomas envolvem mal-estar geral, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa, mas dependendo da gravidade do caso, a tosse passa de leve e seca para severa e descontrolada, epode ser tão intensa que pode comprometer a respiração.

Por sua vez, o tétano é uma infecção causada pela toxina do bacilo tetânico (Clostridium tetani), que entra no organismo através de ferimentos ou lesões de pele. A Fiocruz explica que, quando os músculos do pescoço são atingidos, há dificuldade de deglutição. No caso de contratura muscular generalizada e rigidez muscular progressiva, são atingidos os músculos reto-abdominais e os do diafragma, o que leva à insuficiência respiratória.

Fonte: Canaltech

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