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Vacinar crianças contra a covid-19, a próxima etapa contra a pandemia

Issam Ahmed and Lucie Aubourg
·3 minuto de leitura
Grupo de estudantes usam máscaras enquanto conversam em jardim em Houston, no Texas

A farmacêutica americana Moderna deu início aos testes de uma vacina contra a covid-19 para menores de 12 anos, o que simboliza um primeiro passo para uma nova fase da campanha de imunização que, segundo especialistas, pode ser necessária para acabar com a pandemia.

Embora as crianças muitas vezes escapem do pior da doença, aqueles com menos de 18 anos constituem cerca de um quinto dos 330 milhões de americanos, e muitos deles foram infectados.

"Se realmente quisermos obter imunidade de grupo, será necessário vacinar 80% da população, e não podemos fazer isso sem vacinar as crianças", explicou Lee Savio Beers, presidente da Academia Americana de Pediatria (AAP), à AFP.

A vacina de duas doses da Moderna está atualmente licenciada para uso em adultos, e a empresa já está realizando um estudo em adolescentes que deve ser concluído em junho.

O novo ensaio incluirá 6.750 participantes com idades entre seis meses e 12 anos.

A vacina da Pfizer já está licenciada para maiores de 16 anos e a empresa está realizando um estudo em adolescentes, como a Johnson & Johnson, enquanto a AstraZeneca estuda sua vacina em crianças maiores de seis anos.

- Estudantes, uma prioridade -

Os benefícios de vacinar crianças são diretos, para prevenir graves sintomas pediátricos da covid-19 e a misteriosa condição pós-infecciosa conhecida como síndrome inflamatória multissistêmica em crianças. Mas também existem vantagens indiretas em termos de limitação da propagação do vírus.

"O cálculo do risco-benefício é diferente quando você vacina uma criança de nove e uma pessoa de 90", ressalta Amesh Adalja, pesquisador do Centro Johns Hopkins para Segurança da Saúde, à AFP.

"Qual o nível de efeitos colaterais toleráveis? A atual geração de vacinas é a melhor para o nível pediátrico?", questionou, observando que as vacinas em desenvolvimento poderiam ser menos reativas do que as atuais.

Adalja afirmou também que considera as vacinas mais urgentes para as crianças em idade escolar, que se assemelham mais aos adultos na forma como podem transmitir a doença.

De acordo com os últimos dados oficiais, 294 pessoas com menos de 18 anos morreram de covid-19 nos Estados Unidos, uma parte mínima do número global de 535.000.

A maioria das pesquisas também mostrou que as crianças mais novas, especialmente aquelas com menos de 10 anos, também têm menos probabilidade de se infectar e, assim, espalhar o vírus.

Mas em ambos os casos, "menos provável" não significa "impossível". "Milhões de crianças foram infectadas com o vírus e quanto mais crianças forem infectadas, mais crianças terão complicações", disse à AFP Henry Bernstein, professor de pediatria da Escola de Medicina Zucker e do Centro Médico Infantil Cohen.

"Sabemos que a covid-19 já está atrapalhando a educação deles, sabemos que isso está causando problemas de saúde física e mental, além de emocionais", afirmou.

Embora Bernstein seja a favor da vacinação de crianças, ele acrescentou que é imperativo que as vacinas sejam bem estudadas porque "as crianças não são pequenos adultos" e diferem em aspectos fisiológicos importantes.

"Realmente merecem ter estudos que mostrem que essas vacinas são seguras e eficazes".

Atualmente, cinco estados dos Estados Unidos têm ordens de fechamento parcial de escolas, sete autorizaram sua abertura, enquanto os demais trabalham em regime misto, segundo dados coletados pela Education Week.

Nenhum dos especialistas entrevistados acredita que a vacinação deva ser considerada um pré-requisito para a reabertura das escolas, mas sim uma medida entre as demais.

Nos Estados Unidos, houve pouco mais de 2.600 casos e 33 mortes pela síndrome inflamatória multissistêmica, a complicação pediátrica mais temida, até o momento.

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