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Vacina russa Sputnik V tem 91,6% de eficácia contra Covid-19, aponta estudo

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
NUR-SULTAN, Feb. 1, 2021 -- A healthcare worker prepares to give injection of Sputnik V vaccine at a local hospital in Nur-Sultan, Kazakhstan, on Feb. 1, 2021. Kazakhstan began its coronavirus vaccination campaign Monday using Russian-made Sputnik V.    According to the ministry, the vaccination, carried out on a voluntary and free basis, will continue until the end of 2021 and will cover up to 6 million people. (Photo by Kalizhan Ospanov/Xinhua via Getty) (Xinhua/Kalizhan Ospanov via Getty Images)
No Brasil, a Anvisa solicitou mais informações sobre a Sputnik V para liberar o uso emergencial da vacina. (Foto: Kalizhan Ospanov/Xinhua via Getty) (Xinhua/Kalizhan Ospanov via Getty Images)

Após meses de críticas devido à falta de revisão e o passo acelerado de sua aplicação na Rússia, a vacina Sputnik V teve enfim a análise preliminar de sua fase 3 de ensaios publicada pela prestigiosa revista britânica The Lancet.

O imunizante russo teve 91,6% de eficácia em um estudo com cerca de 20 mil participantes. Desses, houve 16 contaminados que desenvolveram a Covid-19 no grupo vacinado e 62, entre aqueles que tomaram placebo.

Segundo a Lancet, uma análise de 2.000 voluntários que tinham mais de 60 anos no estudo mostrou uma eficácia semelhantes do fármaco, dado importante porque se trata do grupo que concentra a mortalidade da doença.

Não houve relato de efeitos adversos na aplicação das duas doses da vacina além de desconforto no ponto da injeção e sintomas gripais, como febre e baixa energia.

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A fase 3 na Rússia começou em agosto, e foi anunciada pelo governo de Vladimir Putin como um início de vacinação em massa. Ao todo, 40 mil participantes estão sendo acompanhados, e a vacina já está disponível para a população em geral desde o começo deste ano.

A pressa russa foi duramente criticada, pois a autorização de uso emergencial foi concedida sem a publicação nem dos estudos de fase 1 e 2, que determinam a segurança e a capacidade de indução de resposta imune da vacina -o que não significa sua eficácia ou efetividade, este dado que só se saberá na vida real.

A Sputnik V virou um sucesso de exportação da mesma forma, com uma campanha agressiva de venda promovida pelo Fundo de Investimento Direto Russo, que bancou seu desenvolvimento e produção no tradicional Instituto Gamaleya, de Moscou.

A Lancet já havia publicado os estudos de fase 1 e 2, e agora dá uma chancela diplomática importante para o imunizante. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está demandando mais informações acerca da Sputnik V para analisar seu pedido de uso emergencial.

Os russos associaram-se à União Química, um laboratório paulista.

da Folhapress