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Vacina russa Sputnik V tem eficácia superior a 91%, afirma estudo

·3 minuto de leitura
Os primeiros resultados verificados corroboram as afirmações iniciais da Rússia, recebidas com desconfiança no ano passado pela comunidade científica internacional

A vacina russa Sputnik V tem eficácia de 91,6% contra a covid-19 em suas manifestações sintomáticas - é o que aponta uma análise dos testes clínicos publicada nesta terça-feira (2) pela revista médica The Lancet e validada por especialistas independentes.

O fármaco russo já está sendo administrado na Rússia e em outro países, como Argentina e Argélia.

"O desenvolvimento da vacina Sputnik V foi criticado por sua precipitação, o fato de que pulou etapas e por uma ausência de transparência. Mas os resultados apresentados são claros, e o princípio científico desta vacina ficou demonstrado", afirmaram dois especialistas britânicos, os professores Ian Jones e Polly Roy, em um comentário publicado com o estudo.

"Isto significa que uma vacina adicional pode se unir ao combate para reduzir a incidência da covid-19", completam os pesquisadores.

Os primeiros resultados verificados corroboram as afirmações iniciais da Rússia, recebidas com desconfiança no ano passado pela comunidade científica internacional.

A Sputnik V ficaria, assim, entre as vacinas mais eficazes, próxima dos imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Moderna (quase 95% de eficácia).

Esta publicação "mostra claramente que a Sputnik V é a vacina para a humanidade. É uma das três únicas vacinas com eficácia superior a 90%", que conta ainda com uma "logística fácil, porque pode ser conservada entre +2ºC e +8ºC", reagiu Kirill Dmitriev, que comanda o Russian Direct Investment Fund, que participou do desenvolvimento do fármaco.

Nas últimas semanas, algumas autoridades na Europa solicitaram que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) avaliasse rapidamente a vacina russa.

A Comissão Europeia, que negocia a compra de vacinas em nome dos países da UE, lembrou nesta terça-feira que entre os critérios de seleção, o fabricante "deve ter uma capacidade de produção na UE para garantir uma entrega rápida no momento em que a vacina for autorizada pela EMA", disse um porta-voz.

A chanceler Angela Merkel propôs uma ajuda alemã para uma eventual "produção conjunta".

- Eficaz entre pessoas com mais de 60 anos -

Os resultados publicados na revista The Lancet procedem da última fase dos testes clínicos, a 3, que reuniu quase 20.000 voluntários.

Como acontece nestes casos, os resultados foram apresentados pela equipe que elaborou a vacina e conduziu os testes, antes de serem submetidos a outros cientistas independentes.

Os dados mostram que a Sputnik V reduz em 91,6% o risco de desenvolver sintomas de covid-19.

Os participantes do teste realizado entre setembro e novembro receberam duas doses, ou um placebo, com três semanas de intervalo.

Testes de PCR foram realizados após a primeira dose. E, depois da segunda, apenas entre as pessoas com sintomas.

No total, 16 voluntários dos 14.900 que receberam a vacina foram diagnosticados como casos positivos de covid-19, ou seja, 0,1%, contra 62 dos 4.900 que receberam um placebo (1,3%).

Os autores admitem, no entanto, um limite: como os exames de PCR foram realizados "apenas quando os participantes afirmaram sofrer sintomas da covid, a análise sobre a eficácia diz respeito apenas aos casos sintomáticos".

"Serão necessárias novas pesquisas para determinar a eficácia da vacina nos casos assintomáticos e sobre a transmissão da doença", afirma a Lancet em um comunicado.

Ao mesmo tempo, com base em quase 2.000 casos de pessoas com mais de 60 anos, o estudo considera que a vacina parece eficaz também nesta faixa etária.

Também oferece dados parciais que sugerem que protege muito bem contra as manifestações moderadas e graves da doença.

A Sputnik V é uma vacina de "vetor viral": utiliza outros vírus previamente manipulados para que sejam inofensivos para o organismo e, ao mesmo tempo, capazes de combater a covid.

Esta é a mesma técnica utilizada pela vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, cuja eficácia é 60%, segundo a EMA.

Esta última utiliza apenas um adenovírus de chimpanzé, enquanto a vacina russa utiliza dois adenovírus humanos diferentes para cada uma das doses. De acordo com seus fabricantes, isto pode utilizar sua melhor resposta imunológica.

klm-app/bl/fp/tt