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Vacina de reforço anticovid tem efeitos colaterais semelhantes aos da 2ª dose, diz estudo

·2 minuto de leitura
O presidente dos EUA, Joe Biden, recebe uma terceira injeção da vacina contra o coronavírus da Pfizer como reforço na Casa Branca em 27 de setembro de 2021, em Washington (AFP/Brendan Smialowski)

A maioria dos efeitos colaterais registrados após a administração da terceira dose da vacina anticovid são leves ou moderados e ocorrem com a mesma frequência que na segunda injeção, indica um estudo americano divulgado nesta terça-feira (28).

Os dados do relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) são de mais de 22.000 pessoas inscritas em um aplicativo de segurança de vacinas para smartphone e que receberam uma dose de reforço entre 12 de agosto e 19 de setembro.

Nesse período, foram autorizadas terceiras doses para imunossuprimidos, mas não para a população em geral.

"A frequência e o tipo de efeitos colaterais foram semelhantes aos observados após as segundas doses da vacina, e foram em sua maioria leves ou moderados e de curta duração", disse a diretora do CDC, Rochelle Walensky, em entrevista coletiva.

Os efeitos colaterais mais comuns foram dor no local da injeção (71% dos participantes do estudo), fadiga (56%) e dor de cabeça (43%).

Cerca de 28% afirmaram não conseguir realizar suas atividades diárias normais, geralmente no dia seguinte. Em torno de 2% dos participantes solicitaram atendimento médico e 0,1%, ou seja, 13 pessoas, foram hospitalizadas.

Na semana passada, as agências de saúde dos Estados Unidos estenderam a autorização da dose de reforço da Pfizer para pessoas com 65 anos ou mais, pessoas entre 18 e 64 anos com uma doença pré-existente, como diabetes ou obesidade, e aqueles que estão especialmente expostos ao vírus por causa de seus trabalham ou onde vivem.

O CDC advertiu que o relatório contém algumas limitações. Entre elas, o fato de o cadastro no aplicativo "V-safe" ser voluntário e o percentual de participantes brancos ser superior ao da população nacional.

Durante o período do estudo, alguns indivíduos não imunossuprimidos podem ter recebido um reforço, portanto, os resultados não podem ser relacionados de forma confiável apenas a indivíduos com sistema imunológico enfraquecido.

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