Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.035,17
    -2.221,19 (-1,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.592,91
    +282,64 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,66
    -1,87 (-2,94%)
     
  • OURO

    1.733,00
    -42,40 (-2,39%)
     
  • BTC-USD

    45.247,09
    -1.431,90 (-3,07%)
     
  • CMC Crypto 200

    912,88
    -20,25 (-2,17%)
     
  • S&P500

    3.811,15
    -18,19 (-0,48%)
     
  • DOW JONES

    30.932,37
    -469,64 (-1,50%)
     
  • FTSE

    6.483,43
    -168,53 (-2,53%)
     
  • HANG SENG

    28.980,21
    -1.093,96 (-3,64%)
     
  • NIKKEI

    28.966,01
    -1.202,26 (-3,99%)
     
  • NASDAQ

    12.905,75
    +74,00 (+0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7583
    +0,0194 (+0,29%)
     

Vacina protege mas gera dúvida sobre imunidade em Israel

Ben Simon, Guillaume LAVALLÉE
·3 minuto de leitura
Vacina Pfizer-BioNtech é administrada na cidade de Petah Tikva, Israel

A campanha de vacinação contra a covid-19 em Israel, muito avançada em relação ao resto do mundo, mostra uma redução significativa do risco de contrair formas graves da doença, mas não permite tirar conclusões sobre a imunidade coletiva.

Israel dispõe de bancos de informações digitais sobre toda sua população, o que favoreceu um acordo com o grupo farmacêutico americano Pfizer: o laboratório fornece rapidamente vacinas ao país, que em troca compartilha seus dados sobre o impacto da vacinação.

Desde dezembro, o Estado hebreu vacinou cerca de 3,2 milhões de cidadãos (35% de sua população), dos quais 1,8 milhão já receberam a segunda dose, sobre um total de cinco milhões de doses aplicadas, primeiro aos idosos.

Enquanto a vacinação avança, um exército de pesquisadores analisa uma grande quantidade de dados para identificar seus primeiros efeitos com uma pergunta em mente: Como esta vacina saída de testes clínicos se comporta no mundo real?

Em um recente estudo, pesquisadores do Instituto Maccabi, que fornece cobertura médica a milhões de pessoas, concluíram que a primeira dose da vacina permitia reduzir em 51% os casos de covid-19 entre 13 e 24 dias após sua aplicação.

Compararam os dados médicos de pessoas nos primeiros 12 dias depois da vacinação, período em que a reação imunológica não é ainda conclusiva, com aquelas nos doze dias seguintes.

"Duas semanas depois da aplicação da primeira dose, constatamos uma redução significativa, mas incompleta, dos contágios", explica à AFP Gabriel Chodick, um dos pesquisadores deste estudo.

"Não questionamos a vacina, mas destacamos a importância da segunda dose", disse.

Se alguns países decidiram aplicar uma primeira dose ao maior número de pessoas de risco possível antes de passar para a segunda, Israel, que não tem problemas de entrega de vacinas em seu acordo com a Pfizer, optou por dar a segunda injeção três semanas depois conforme recomendado pelo fabricante.

Resultados preliminares sugerem uma eficácia de 92% uma semana depois da segunda dose, disse à imprensa o Instituto Maccabi, que detectou 66 casos leves que não precisaram de hospitalização sobre um total de 248.000 pessoas estudadas. Ainda não foi divulgado um estudo científico detalhado sobre esses dados.

- O mistério da imunidade -

Apesar desses resultados e de um confinamento em vigor desde o final de dezembro, o número de casos de covid-19 em Israel continua elevado.

As autoridades apontam para os judeus ultraortodoxos ou para minoria árabe que realiza grandes reuniões apesar das regras de saúde.

O governo espera diminuir o número de casos, milhares por dia atualmente, e principalmente o de hospitalizações medida em que a vacinação continua.

Se a vacina reduzir significativamente os riscos de contágio grave de covid-19 , persiste uma grande incógnita sobre a transmissão do vírus.

"Temos que diferenciar entre dois tipos de efeitos da vacina. O efeito direto é que a pessoa vacinada está protegida contra sintomas que podem ser graves", explica à AFP Ran Balicer, chefe do comitê nacional de especialistas em covid-19 e diretor de inovações do Clalit, principal seguro médico do país.

"O efeito indireto é quando uma certa proporção da população está imunizada e se torna uma barreira epidemiológica que reduz a transmissão (...). Este efeito é mais difícil de medir", disse.

"Sabemos que a vacina reduz o impacto da doença (...), mas não sabemos se a vacina reduz a transmissão", aponta Gabi Barbash, pesquisador do instituto científico Weizmann, perto de Tel Aviv.

"O número de pessoas que testaram positivo para coronavírus não diminui há um mês e meio. Seria porque o confinamento não foi respeitado ou porque a vacina não reduz a transmissão? No momento, ninguém pode se pronunciar a respeito", acrescentou.

gl-bs/cgo/bfi/mar/tjc/aa